sábado, 10 de janeiro de 2015

A Estrada da Vida


A Estrada da Vida 

A questão da pluralidade das existências há muito tempo preocupa os filósofos, e mais de um viu, na anterioridade da alma, a única solução possível dos problemas mais importantes da psicologia; sem esse princípio, encontram-se parados a cada passo e acolhidos num impasse de onde não puderam sair senão com a ajuda da pluralidade das existências. 
 
A maior objeção que se possa fazer a essa teoria é a ausência da lembrança das existências anteriores. 
 
Com efeito, uma sucessão de existências inconscientes umas das outras; deixar um corpo para retomar  logo um outro sem a memória do passado, equivaleria ao nada, porque isso seria o nada do pensamento; isso seria tantos pontos de partida novos, sem ligação com os precedentes; isso seria uma ruptura incessante de todas as afeições que fazem o encanto da vida presente e a esperança mais doce e mais consoladora do futuro; isso seria, enfim, a negação de toda responsabilidade moral. 
 
Semelhante doutrina seria tão inadmissível e tão incompatível com a justiça de Deus, quanto aquela de uma só existência com a perspectiva de uma eternidade absoluta de penas para faltas temporárias. 
 
Compreende-se, pois, que aqueles que formam semelhante idéia da reencarnação a repilam, mas não é assim que o Espiritismo no-la apresenta.
 
A existência espiritual da alma, nos diz ele, é sua existência normal, com lembrança retrospectiva indefinida; as existências corpóreas não são senão intervalos, curtas estações na existência espiritual, e a soma de todas essas estações não é senão uma parte mínima da existência normal, absolutamente como se, numa viagem de vários anos, se parasse de tempos em tempos durante algumas horas. 
 
Se, durante as existências corpóreas, parece nela haver solução de continuidade pela ausência da lembrança, a ligação se estabelece durante a vida espiritual, que não tem interrupção; a solução de continuidade não existe, em realidade, senão para a vida corpórea exterior e de relação; e aqui a ausência da lembrança prova a sabedoria da Providência que não quis que o homem fosse muito desviado da vida real, onde tem deveres a cumprir; mas, no estado de repouso do corpo, no sono, a alma retoma em parte o seu vôo, e aí se restabelece a cadeia interrompida somente durante a vigília.
 
A isso se pode ainda fazer uma objeção e perguntar que proveito se pode tirar de suas existências anteriores para a sua melhoria, se não se lembra das faltas que se cometeu. 
 
O Espiritismo responde primeiro que a lembrança de existências infelizes, juntando-se às misérias da vida presente, tornaria esta ainda mais penosa,; é, pois, um acréscimo de sofrimentos que Deus quis nos poupar; sem isso, freqüentemente, quanto não seria nossa humilhação pensando no que fomos! 
 
Quanto ao nosso adiantamento, essa lembrança é inútil. 
 
Durante cada existência, damos alguns passos adiante; adquirimos algumas qualidades e nos despojamos de algumas imperfeições; cada uma delas é, assim, um novo ponto de partida, em que somos o que nos houvermos feitos, em que nos tomamos por aquilo que somos, sem ter que nos inquietarmos com aquilo que fomos.
 
 Se, numa existência anterior, fomos antropófagos, o que isso nos faz se não o somos mais? 
 
Se tivemos um defeito qualquer do qual não resta mais os traços, é uma conta liquidada, com a qual não temos nada a nos preocupar. 
 
Suponhamos, ao contrário, uma falta da qual não se corrigiu senão a metade, o saldo se reencontrará na vida seguinte e é em corrigi-lo que é preciso se fixar. 
 
Tomemos um exemplo:-
- Um homem foi assassino e ladrão; disso foi punido, seja na vida corpórea, seja na vida espiritual; arrepende-se e se corrige da primeira tendência, mas não da segunda; na existência seguinte, ele não será senão ladrão; talvez grande ladrão, mas não mais assassino; ainda um passo adiante e ele não será senão pequeno ladrão; um pouco mais tarde, não roubará mais, mas poderá ter a veleidade de roubar, que sua consciência neutralizará; depois um último esforço, e, todo traço da doença moral tendo desaparecido, será um modelo de probidade. 
 
Que lhe faz então o que foi? 
 
A lembrança de ter morrido no patíbulo não seria uma tortura, uma humilhação perpétua? 
 
Aplicai este raciocínio a todos os vícios, a todas as manias, e podereis ver como a alma se melhora passando e repassando pela estamenha da encarnação. 
 
Deus não é mais justo por ter tornado o homem árbitro de sua própria sorte pelos esforços que pode fazer para se melhorar, do que ter feito a sua alma nascer ao mesmo tempo que seu corpo, e de condená-la a tormentos perpétuos por erros passageiros, sem dar-lhe os meios de se purificar de suas imperfeições? 
 
Pela pluralidade das existências, seu futuro está em suas mãos; se leva muito tempo para se melhorar, disso sofre as conseqüências; é a suprema justiça; mas a esperança jamais lhe é obstruída. 
 
A comparação seguinte pode ajudar a fazer compreender as peripécias  da vida da alma. 
 
Suponhamos uma longa estrada, sobre o percurso da qual se encontram, de distância em distância, mas em intervalos desiguais, florestas que é preciso atravessar; à entrada de cada floresta, a estrada larga e bela é interrompida e não retoma senão na saída. 
 
Um viajante segue essa estrada e entra na primeira floresta; mas lá, não mais vereda batida; um dédalo inextricável no meio do qual se perde; a claridade do Sol desapareceu sob o espesso maciço das árvores; ele erra sem saber para onde vai; enfim, depois de fadigas extraordinárias chega aos confins da floresta, mas abatido de fadiga, rasgado pelos espinhos, machucado pelos calhaus. 
 
Lá, reencontra a estrada e a luz, e prossegue seu caminho, procurando se curar de suas feridas.
 
Mais longe, encontra uma segunda floresta, onde o esperam as mesmas dificuldades; mas já tem um pouco de experiência e dela sai menos contundido. 
 
Numa, encontra um lenhador que lhe indica a direção que deve seguir e impede-o de se perder. 
 
A cada nova travessia a sua habilidade aumenta, se bem que os obstáculos são mais e mais facilmente superados; seguro de reencontrar a bela estrada na saída, essa confiança o sustenta; depois sabe se orientar para encontrá-la mais facilmente. 
 
A estrada termina no cume de uma montanha muita alta, de onde avista todo o percurso desde o ponto de partida; vê também as diferentes florestas que atravessou e se lembra das vicissitudes que experimentou, mas essa lembrança nada tem de penosa, porque alcançou o objetivo; é como o velho soldado que, na calma do lar doméstico, se lembra das batalhas às quais assistiu. 
 
Essas florestas disseminadas sobre a estrada são para ele como pontos negros sobre uma condecoração branca; ele diz a si mesmo:-
- “Quando estava nessas florestas, nas primeiras sobretudo, como me pareciam longas para atravessar! 
 
Parecia-me que não chegaria mais ao fim; tudo me parecia gigantesco e intransponível ao meu redor. 
 
E quando penso que, sem esse bravo lenhador que me recolocou no bom caminho, talvez estaria ali ainda! 
 
Agora que considero essas mesmas florestas, do ponto de vista onde estou, como me parecem pequenas! 
 
Parece-me que, com um passo, teria podido transpô-las; bem mais, a minha vista as penetra e nelas distingo os menores detalhes; vejo até as faltas que cometi.” 
 
Então, um velho diz:-
- Meu filho, eis-te no fim da viagem, mas um repouso indefinido te causaria logo um tédio mortal, e ficarias a lamentar as vicissitudes que experimentaste e que deram atividade aos teus membros e ao teu Espírito. 
 
Vês daqui um grande número de viajores sobre a estrada que percorreste, e que, como tu, correm risco de se perder no caminho; tens a experiência, não temes mais nada; vai ao seu encontro e, pelos teus conselhos, trata de guiá-los, a fim de que cheguem mais cedo.
 
 -Vou com alegria, redargue nosso homem; mas, ajuntou, por que não há uma estrada direta do ponto de partida até aqui? 
 
Isso pouparia, aos viajantes, passar por essas abomináveis florestas.
 
 -Meu filho, replica o velho, olha bem nelas e verás que muitos evitam um certo número delas; são aqueles que, tendo adquirido mais cedo a experiência necessária, sabem tomar um caminho mais direto e mais curto para chegar; mas essa experiência é o fruto do trabalho que as primeiras travessias necessitaram, de tal sorte que não chegam aqui senão em razão de seu mérito. 
 
Que saberias, tu mesmo, se por ali não tivesses passado? 
 
A atividade que deveste desdobrar, os recursos de imaginação que te foram necessários para te traçar um caminho, aumentaram os teus conhecimentos e desenvolveram a tua inteligência; sem isso, serias novato como em tua partida. 
 
E depois, procurando tirar-te dos embaraços, tu mesmo contribuíste para a melhoria das florestas que atravessaste; o que fizeste é pouca coisa, imperceptível; mas pensa nos milhares de viajores que o fazem também, e que, trabalhando todos para eles, trabalham, sem disso desconfiarem, para o bem comum. 
 
Não é justo que recebam o salário de seu trabalho pelo repouso do qual gozam aqui? 
 
Que direito teriam a este repouso se nada tivessem feito?
 
- Meu pai, diz o viajor, numa dessas florestas, encontrei um homem que me disse:-
- “Sobre a borda há um imenso abismo que é preciso transpor de um salto; mas, sobre mil, apenas um consegue; todos os outros lhe caem no fundo, numa fornalha ardente e estão perdidos sem retorno. 
 
Esse abismo eu nunca vi.” 
 
- Meu filho, é que não existe, de outro modo isso seria uma armadilha abominável estendida a todos os viajores que viessem em minha casa. 
 
Eu bem sei que lhes é preciso superar as dificuldades, mas sei também que, cedo ou tarde, as superarão; se tivesse criado impossibilidades para um único, sabendo que deveria sucumbir, teria sido cruel, e com mais forte razão se o fizera para o grande número. 
 
Esse abismo é uma alegoria da qual vais ver a explicação. 
 
Olha sobre a estrada, nos intervalos das florestas; entre os viajantes,  vês os que caminham lentamente, com um ar feliz, vês esses amigos que se perderam de vista nos labirintos da floresta, como estão felizes em se reencontrarem na saída; mas, ao lado deles, há outros que se arrastam penosamente; são estropiados e imploram a piedade dos que passam, porque sofrem cruelmente das feridas que, por sua falta, fizeram a si mesmos através das sarças; mas disso se curarão, e isso será, para eles, uma lição da qual aproveitarão na nova floresta que terão que atravessar, e de onde sairão menos machucados. 
 
O abismo é a figura dos males que sofrem, e dizendo que sobre mil só um o transpõe, esse homem teve razão, porque o número dos impudentes é muito grande; mas errou dizendo que, uma vez caído dentro, dele não se sai mais; há sempre uma saída para chegar a mim. 
 
Vai, meu filho, vai mostrar essa saída àqueles que estão no fundo do abismo; vai sustentar os feridos da estrada e mostrar o caminho àqueles que atravessam as florestas.

A estrada é a figura da vida espiritual da alma, sobre o percurso da qual se é mais ou menos feliz; as florestas são as existências corpóreas, onde se trabalha para o seu adiantamento, ao mesmo tempo que para a obra geral; o viajor que chega ao objetivo e que retorna para ajudar aqueles que estão atrasados, é a dos anjos guardiões, missionários de Deus, que encontram a sua felicidade em seu objetivo, mas também na atividade que desdobram para fazerem o bem e obedecerem ao supremo Senhor.
 
Obras Póstumas
Allan Kardec
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Inspiração à Inteligência


Inspiração à Inteligência

462. É sempre de dentro de si mesmos que os homens inteligentes e de gênio tiram suas idéias?

“Algumas vezes, elas lhes vêm do seu próprio Espírito, porém, de outras muitas, lhes são sugeridas por Espíritos que os julgam capazes de compreendê-las e dignos de vulgarizá-las. 
 
Quando tais homens não as acham em si mesmos, apelam para a inspiração. 
 
Fazem assim, sem o suspeitarem, uma verdadeira evocação.”

Comentário de Kardec. 
 
Se fora útil que pudéssemos distinguir claramente os nossos pensamentos próprios dos que nos são sugeridos, Deus nos houvera proporcionado os meios de o conseguirmos, como nos concedeu o de diferençarmos o dia da noite. 
 
Quando uma coisa se conserva imprecisa, é que convém assim aconteça.


O Livro dos Espíritos
Questão 462
Allan Kardec

Treino para a Morte


Treino para a Morte

Preocupado com a sobrevivência além do túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o treinamento de um homem para as surpresas da morte.
 
A indagação é curiosa e realmente dá que pensar.
 
Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar tecnicamente um companheiro à frente da peregrinação infalível.
 
Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os termos analógicos necessários. 
 
 Mas nós, os desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis.
 
A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material.  
 
Entretanto, a Religião, até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundidade da alma.
 
Importa considerar também que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje domiciliados na Espiritualidade, foi endereçada justamente a mim, pobre jornalista sem méritos para tratar de semelhante inquirição.
 
Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossas Universidades, com a obrigação de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas.
 
Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem surpreendido junto à coroa da Civilização.
 
Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos.  
 
A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante.
 
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia.  
 
Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais.  
 
O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição.  
 
O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
 
Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão.
 
Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o próprio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça brasileira.
 
Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. 
 
 Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina.
 
Não se renda à tentação dos narcóticos.  
 
Por mais aflitivas lhe pareçam  as crises do estágio no corpo, agüente firme os golpes da luta.  
 
As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da sede e da inércia.
 
E o sexo?  
 
Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo.  
 
Temos aqui muita gente boa carregando consigo o inferno rotulado de “amor”. 
 
Se você possui algum dinheiro ou detém alguma posse terrestre, não adie doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las.  
 
Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam  importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque. 
 
Em família, observe cautela com testamentos.  
 
 As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios.
 
Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consangüíneos.  
 
Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e de que, por isso mesmo, agirão quase sempre em desacordo com a sua vontade, embora lhe respeitem a memória.  
 
Não se esqueça de que, no estado presente da educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena, depois dos funerais, na certa o intimarão a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna.
 
Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça.  
 
 É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.
 
Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. 
 
 Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço.
 
Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso.
 
Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar.
 
O serviço é o melhor dissolvente de nossas mágoas.
 
Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres.
 
Quanto ao mais, não se canse nem indague em excesso, porque, com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não lhe posso dizer.
 
 
Irmão X
Francisco Cândido Xavier
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Carta de Ano Novo


                                     Carta de Ano Novo
Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. 

O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno, é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a coragem de cumprir.

Se tens inimigos faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.

Ano Novo! 

Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.

Não maldigas nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:-
 - Ama e auxilia sempre. 

Ajuda aos outros amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.
 
Livro:- Vida e Caminho
Emmanuel 
 Francisco Cândido Xavier

O Espiritismo
www.oespiritismo.com.br

Mensagens de Paz


Mensagens de Paz


A tua vida possui um alto significado. 

Por ignorância, muitos indivíduos colocam seus objetivos nas questões materiais e, após consegui-los, ficam entediados, frustrados e infelizes.

Se observas a questão espiritual da vida, a necessidade de te iluminares com o pensamento divino, toda a tua marcha se realizada segura e frutuosa.

Ninguém pode sentir-se completado, senão estiver em constante ligação com DEUS, a Fonte Geradora do Bem.

A oportunidade de elevação moral que a vida te permite, deve ser aproveitada com sabedoria e imediatamente.

A sucessão do tempo é inevitável, e, passada a ocasião, ei-la perdida.

Tempo e vento que passam, não retornam jamais.

Assim, utilizares-te proveitosa- mente de cada ensejo de crescimento íntimo, é bênção que liberta.

Permanece vigilante, de modo a aproveitares todas as horas da tua existência carnal.
 


Livro:- Vida Feliz
  Joanna de Ângelis 
 Divaldo Franco

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Carta de Ano Bom


Carta de Ano Bom

Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.

Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai Nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.

Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.

Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.

Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.

Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
À paz do Divino Mestre.

Nas lutas, nunca te esqueças
Deste conceito profundo:-
- O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.

Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.

Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.

Ano Novo!... 
Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.

Ano Bom!... 
Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.

Livro:- Cartas do Evangelho
Ed. Lake-SP
 
 Casimiro Cunha
 Francisco Cândido Xavier 

Bom Dia !!!


Ilustração:  Rogéria Breves
 
"(...) Todos podemos oferecer Consolação, Entusiasmo, Gentileza, Encorajamento.
 
Às vezes, basta um Sorriso para varrer a Solidão.
 
Uma frase de Solidariedade é capaz de estabelecer vida nova no espírito em que o sofrimento crestou a esperança.
 
A rigor, todas as virtudes têm a sua raiz no ato de dar.
 
Beneficência, Doação de recursos próprios.
 
Paciência, Doação de tranquilidade interior.
 
Tolerância, Doação de entendimento.
 
Sacrifício, Doação de si mesmo.
 
Toda dádiva colocada em circulação volta infalivelmente ao doador suplementada de valores sempre maiores.
 
Quem deseje imprimir mais rendimento e progresso em suas tarefas e obrigações, procure ampliar os seus dispositivos de auxilio aos outros e observará sem delonga os resultados felizes de semelhante cometimento.
 
Isso ocorre porque em todo o Universo as Leis Divinas se baseiam em amor ― o que, no fundo, é a onipresença de Deus em doações eternas (...)"
 
 

Trechos de "Dar"
Livro:- "Alma e Coração"
Emmanuel
F. C. Xavier 
 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

De Sol a sol


De Sol a Sol

"Dizes-te numa época de tensão, na qual os sucessos de ordem negativa surgem aos montes, compelindo-te aos mais graves testes de fortaleza moral.
 
(...) A única solução a nosso ver, será focalizar a mente do Espírito do Senhor, e Ele, o Divino Mestre, dar-nos-á rendimento em serviço e descanso ao coração.
 
Se aparecerem dificuldades imprevistas, entrega-lhe os obstáculos que te aborrecem, e prossegue no dever que te esposaste.
 
Se tribulações te caírem na estrada, imagina-lhe as mãos vigorosas nas tuas e procura atravessá-las, de ânimo firme, aproveitando a lição bendita do sofrimento.
 
(...) Dividamos diariamente com Cristo de Deus a carga abençoada de trabalho que nos pese nos ombros.
 
Ele é o gerente de toda a empresa de elevação e sócio provedor de todas as nossas necessidades.
 
 Deixa que o Senhor faça por ti a carga de trabalho de não consegues fazer, e segue a frente oferecendo os melhores recursos de que disponhas, no desempenho das obrigações imediatas que te compete, e observarás que quaisquer aflições se dissipam, em torno de ti, como as sombras se desfazem à luz dos Céus, a fim de que sirvas alegremente, no bem de todos, com invariável serenidade, de sol a sol."

Trechos de "De sol a sol"
Livro:- "Alma e Coração"
Emmanuel
 F. C. Xavier