domingo, 9 de novembro de 2014

A Cilada das Almas Gêmeas


A Cilada das Almas Gêmeas

A Doutrina Espírita é clara no que diz respeito às almas gêmeas.

Não existem metades que precisam se completar para desfrutar a eterna felicidade.

Cada um de nós é uma individualidade que estabelece laços e afinidades com outras individualidades, através dos tempos e das vivencias sucessivas.

Se substituirmos o termo “gêmeo” por “afim”, vamos perceber que são muitas as almas afins que encontramos e reencontramos por esse mundão de meu Deus, e que todas elas, cada uma seu modo, têm seu espaço e importância em nossa caminhada.

Podemos dizer então que são várias as nossas “almas gêmeas”.

Amigos, filhos, irmãos, pais, mães, maridos e esposas, entre outros, formam a imensa fileira das relações de afinidade construídas vidas afora.


Porém, apesar da clareza dos ensinamentos espíritas, ainda vemos muita gente boa, dentro do nosso movimento, cair nessa armadilha emocional, que está mais pra conto do vigário que pra conto de fadas, e pode gerar graves conseqüências, não só na vida pessoal, como também no núcleo espírita em que trabalham.

Temos presenciado histórias preocupantes.

Aqui, são aqueles dois médiuns, ambos casados com outros parceiros, que se descobrem “almas gêmeas”.

E aí, tentam se enganar que estão “renunciando”…

Mantém-se em seus casamentos, mas tornam-se “irmãos siameses” na Casa Espírita.

Sentam-se lado a lado nas reuniões, são vistos juntos em todos os lugares, dão sempre um jeitinho de fazer parte da mesma equipe (isso quando não arranjam uma missão que “a espiritualidade designou somente aos dois”) e se isolam pelos cantos em conversas particulares sem fim.

Só tem olhos um para o outro e, em tal enlevo, não se dão conta que à sua volta todos sentem o que está acontecendo, sobretudo seus maridos e esposas, humilhados publicamente no melhor estilo adultério por pensamento e intenção, embora sob a máscara do amor fraternal.

Sim, porque o fato de não partirem para o ato sexual não os exime do abandono afetivo e da traição emocional em relação aos cônjuges.

Acolá, é aquela irmã solitária e carente, que se depara com o eloqüente e carismático orador.

Que palestra!…

Que palestrante!…

Que homem!

Ele só tem um defeito:-
- É casado!…

E logo com aquela senhorinha já envelhecida e meio sem graça…

Que desperdício!…

E eis que de repente ele também a vê na platéia…


Bonitona, elegante, jovial e olhando-o com aquele olhar de admiração apaixonada que há muito ele não percebe na companheira…

Afinal, o casamento – como todos após lá seus trinta anos – já entrou na rotina.


Oh céus!

Ali mesmo cupido dispara a flexa e zás!…

Começam as justificativas íntimas:-
- “Como não tinham se descoberto antes?!…

Por certo eram almas gêmeas que há muito se procuravam…

O casamento foi um equívoco; o reencontro uma programação para que pudessem trabalhar juntos para Jesus.”

Resolvem então assumir o romance. 

A mulher dele, abandonada após anos de companheirismo e convivência, entra em profunda depressão, os filhos se revoltam, a família se desestrutura, os companheiros se retraem, decepcionados e temerosos…

“Ora, quem tem suas mulheres e maridos que se cuide, pois se aconteceu com o fulano, que era um exemplo, ninguém está livre”…

Instala-se então o tititi e a desconfiança.

Daí para o escândalo é apenas um passo, e para o afastamento constrangido dos próprios envolvidos, sua família e outros tantos trabalhadores desencantados com a situação, é um pulo.

Sofrimento, deserção e descredibilidade.

Tudo pelo direito ao “felizes para sempre” junto à sua “metade da laranja”… 

Mas, onde é que está escrito, no Evangelho, que é possível construir felicidade sobre os escombros da felicidade alheia ou edificar relacionamentos duradouros em alicerces de leviandade e egoísmo?

Temos visto estrondosos equívocos desse tipo mexer seriamente com estruturas de famílias e Casas Espíritas, fazendo ruir Instituições e relações que pareciam extremamente sólidas.


Temos visto companheiros valorosos das nossas fileiras, que caminhando distraídos de que “muito se pedirá àquele que muito tiver recebido”, de repente resolvem jogar pro alto o patrimônio espiritual de uma vida inteira, em nome do “amor”.

E assim, cônjuges dedicados e dignos são descartados como se não tivessem alma nem sentimentos, em detrimento de aventuras justificadas por argumentos inconsistentes, sem nenhum respaldo ético/moral ou espiritual.


Isto quando ainda há um mínimo de honestidade e se pede a separação, porque alguns preferem continuar comodamente em seus relacionamentos “provacionais”, porém mantendo, na clandestinidade, um “afair” paralelo com a tal “metade eterna”, sob a desculpa esfarrapada de que a família deve ser poupada, pois “família é sagrado!!!”

Logo se faz sentir o efeito dominó.

Lá adiante, após vários corações feridos e muitas quedas morais, a convivência faz a alma gêmea virar “alma algemada”.

As desilusões chegam, inevitáveis, com todo o peso resultante das atitudes ditadas pelas paixões, mas na maioria das vezes, já é tarde pra retomar, ainda nesta existência, o percurso abandonado.

Continuação…

Reflitamos.

Ninguém chega atrasado na vida de ninguém.

Se chegou depois é porque não era pra ser.

E se não era pra ser há um bom motivo para isso, visto que as Leis Divinas são indiscutivelmente sábias, justas e providenciais. 

Não tem pra onde fugir:-
- Quando o teste nos procura, ou somos aprovados ou forçosamente teremos que repetir a lição futuramente, e em condições bem mais adversas…

Podemos reencontrar, no grupo de trabalho espírita, grandes amores e paixões do passado que nos reacendem sentimentos e sensações maravilhosas?

Sim.

Podemos olhar para companheiros de ideal espírita com outros olhos que não sejam os do amor fraternal?

Sim.

Nada mais natural. 

Mas sabemos, pelo Apóstolo Paulo, que poder nem sempre significa dever…

Portanto, o bom-senso nos diz que investir ou não afetivamente nessas pessoas, vai depender de que ambos estejam livres para fazê-lo.

Alguém haverá de argumentar que casamento não é prisão e que aliança não é corrente; que ninguém está preso a ninguém “até que a morte os separe” e que o próprio Cristo admitiu a dissolução do casamento.

Porém, o espírita não desconhece que, na maioria dos casos, muito além dos compromissos cartoriais existem profundos compromissos e dívidas emocionais entre aqueles que se escolheram como marido e mulher nesta vida.

Compromissos muito sérios para serem dissolvidos porque o corpo requer sensações novas, porque a mulher envelheceu, perdeu o brilho ou porque o marido ficou rabugento…

Como se o outro estivesse só quebrando um galho enquanto a “outra metade” não chegava…

Todos almejamos felicidade, e no estágio evolutivo em que nos encontramos, isso ainda tem muito a ver com realização afetiva.

Por isso mesmo, não devemos ignorar que só a quitação de antigos débitos emocionais é que nos facultarão essa conquista.

Precisamos interiorizar, de uma vez por todas, que os casamentos por afinidade ainda são raros neste momento planetário, e que se ainda não conseguimos amar o parceiro que nos coloca em cheque ou aquele que não corresponde aos nossos anseios, o conhecimento das leis morais exige que ao menos nos conduzamos com um mínimo de retidão e tolerância diante deles.

Tal consciência nos exige também, caso nos sintamos atraídos por companheiros já comprometidos, que nos recusemos terminantemente, sob qualquer pretexto, a desempenhar o deprimente e desrespeitoso papel da terceira pessoa numa relação, pois não há conversa fiada de alma gêmea que dê jeito no rombo emocional aberto pela desonestidade afetiva, nem justificativa de carência e solidão que nos permita desviar da rota do dever sem que tenhamos, forçosamente, que colher amargos frutos, porque “se o plantio é livre, a colheita é obrigatória”.

Não se colhe rosas plantando espinhos.

Sejamos responsáveis diante daqueles que escolhemos e que nos escolheram para compartilhar a vida.

Acautelemo-nos contra as ilusões.

Se os nossos anseios são irrealizáveis por agora, respeitemos as limitações impostas pelo momento que passa. 

Por mais possa doer olhar de longe um dos muitos seres amados, que cruza o nosso caminho nesta vida, mas que já optou por outra pessoa, só a dignidade de nos manter à distância é que vai possibilitar, pelas justas leis da vida, que conquistemos por mérito, lá na frente, em outras circunstancias, a alegria do reencontro e a partilha do afeto junto àquele que nos é tão caro, porque estaremos redimidos dos ônus afetivos do ontem através das atitudes renovadas do hoje.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado” (Mateus 6.33)

Saibamos buscar…

Saibamos esperar…

Trabalhemos por merecer…

Afinal, temos pela frente a eternidade!

Joana Abranches 
Assistente Social e Presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno  
Vitória/ES

Trabalhemos Também



Trabalhemos Também

“E dizendo:- Varões, por que fazeis essas coisas? 
Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões.”
(ATOS, Capítulo 14, Versículo 15.) 


O grito de Paulo e Barnabé ainda repercute entre os aprendizes fiéis. 



A família cristã muita vez há desejado perpetuar a ilusão dos habitantes de Listra. 



Os missionários da Revelação não possuem privilégios ante o espírito de testemunho pessoal no serviço. 

As realizações que poderíamos apontar por graça ou prerrogativa especial, nada mais exprimem senão o profundo esforço deles mesmos, no sentido de aprender e aplicar com Jesus. 



O Cristo não fundou com a sua doutrina um sistema de deuses e devotos, separados entre si; criou vigoroso organismo de transformação espiritual para o bem supremo, destinado a todos os corações sedentos de luz, amor e verdade. 



No Evangelho, vemos:-
- Madalena arrastando dolorosos enganos, 
- Paulo perseguindo ideais salvadores, 
- Pedro negando o Divino Amigo, 
- Marcos em luta com as próprias hesitações; entretanto, ainda aí, contemplamos:-
- A filha de Magdala, renovada no caminho redentor, 
- O grande perseguidor convertido em arauto da Boa Nova, - O discípulo frágil conduzido à glória espiritual e 
- O companheiro vacilante transformado em evangelista da Humanidade inteira. 



O Cristianismo é fonte bendita de restauração da alma para Deus. 



O mal de muitos aprendizes procede da idolatria a que se entregam, em derredor dos valorosos expoentes da fé viva, que aceitam no sacrifício a verdadeira fórmula de elevação; imaginam-nos em tronos de fantasia e rojam-se-lhes aos pés, sentindo-se confundidos, inaptos e miseráveis, esquecendo que o Pai concede a todos os filhos as energias necessárias à vitória. 



Naturalmente, todos devemos amor e respeito aos grandes vultos do caminho cristão; todavia, por isto mesmo, não podemos olvidar que Paulo e Pedro, como tantos outros, saíram das fraquezas humanas para os dons celestiais e que o Planeta Terreno é uma escola de iluminação, poder e triunfo, sempre que buscamos entender-lhe a grandiosa missão. 



Livro:- "Pão Nosso"
Emmanuel

 Francisco Cândido Xavier

Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

sábado, 8 de novembro de 2014

A Experiência de Deus - Osho


A Experiência de Deus

"Compreender isso será um benefício para vocês.

Quem não é capaz de conhecer Deus dentro do seu próprio eu, nunca será capaz de o conhecer de modo algum. 

Quem não conhecer ainda a Deus em seu próprio eu não o conhecerá nos outros tampouco. 
  O seu eu é a porta mais próxima para o divino.
Mas recordem que, o indivíduo que entra de repente em seu eu, encontra de repente a entrada para o Todo. 

A porta que conduz ao próprio eu é a porta que conduz a tudo. 

Assim que uma pessoa entra em seu ser, descobre que entrou em tudo, embora sejam diferentes externamente, internamente não o somos.
Externamente todas as folhas são diferentes entre si. 

Mas se uma pessoa for capaz de penetrar em apenas uma folha, chegaria a fonte da árvore, onde todas as folhas estão em harmonia. 

Cada folha vista por separado, é diferente mas quando tiverem chegado à fonte da qual emanam todas as folhas terá chegado a mesma fonte em que se dissolvem todas as folhas. 

Quem entra em seu eu entra simultaneamente em tudo.
A diferença entre "você" e "eu" só se mantém enquanto não tenhamos entrado em nosso próprio ser. 

O dia em que entremos em nosso ser, desaparece o eu e também o você. 

O que fica é o Todo.
Em realidade o Todo, não significa a soma do você e do eu. 

O Todo é onde nós nos dissolvemos, você e eu, e o que fica é o Tudo. 

Se o eu não se dissolver ainda podemos somar "eus" e "vocês", mas o Todo não será igual a verdade. 

Embora somemos todas as folhas, não aparece a árvore. 

A árvore é maior que a soma de todas as folhas. 

Quando somamos uma folha a outra, estamos achando que cada folha é independente. 

Mas uma árvore não está composta de folhas independentes, absolutamente.
Assim como quando entramos no nosso eu, ele simplesmente deixa de existir. 

O primeiro que desaparece quando entramos no nosso interior é a sensação de ser uma entidade separada, independente. 

E quando desaparece essa "eu-dade" também desaparecem a "você-dade" e a outro-dade". 

O que fica é o Todo.
Nem sequer é correto chamá-lo de Todo, tem também a conotação do velho "eu". 

Por isso os que sabem não querem chamá-lo de "o Todo".

 "Eles diriam:-
- Do que é a soma desse Todo?" 

O que é que estamos somando? (...)

Eles diriam apenas "Não ficam dois". 

Advaita significa isso, não exitem dois.

Assim, quando dizem Não dois, deduz-se que tampouco há três; dá-se  a entender que não há um, nem muitos, nem todos. 

Em realidade, esta diferenciação não é mais que uma visão apoiada na existência do eu. 

Assim, com a cessação da ilusória idéia de eu, fica o que é inteiro, o Indivisível.(...)
Um dia acontece que a idéia do indivíduo separado desaparece, e em consequência não vê nada mais que Deus.

Portanto a gente não sente que Deus está na pedra. 

Onde está a pedra? 

Existe Deus. 

Compreendem? 

A gente não sente que Deus existe na planta, nem existe na pedra. 

Em tudo que nos rodeia, em tudo o que vemos, apenas Deus existe. 

Assim ver Deus não depende de um exercício mental, mas de uma dissolução do eu, de uma experiência pessoal.(...)
Não lhes peço que comecem a ver Deus em tudo, lhes peço apenas que olhem para dentro e vejam o que há ali. 

A primeira coisa que desaparecerá será vós mesmos, esse eu que teima em existir quando olham para fora. 

Dentro ele desaparece, desvanece. 

Vocês descobrirão pela primeira vez que esse eu era uma ilusão. 

Em realidade, a sensação de que "eu sou separado de você", só persiste até que olhamos dentro de nós. (...)
Se eu não estiver ali, quem estará? 

A experiência que fica depois do desaparecimento do eu, é a experiência de Deus. 
A experiência se volta expansiva imediatamente ao deixar cair o eu, também cai o você, cai o ele e só fica um oceano de conhecimento. 
  Neste estado verá que só Deus é."

Osho
Aqui e Agora
 Sobre a Morte
OMorrer e as Vidas Anteriores

Aprende com o Silencio - Jean-Yves Leloup


Aprende com o Silencio


"Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos...

Aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, evitar reclamações vazias e sem sentido...

Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido...

Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...
Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo.

Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e saber que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.

Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares...

Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o Santuário que é a sua vida.

Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar...

Na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso; por vezes, o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença.

Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.

Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem se confundido com prepotência e violência.

O Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.

Acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar; aí uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude.

As estrelas e galáxias descrevem as suas órbita com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.

O oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.

A Luz, a Vida e o Espírito, os maiores poderes do universo, atuam com a Suavidade de uma aparente ausência.

Como nos domínios da natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em atos de violência física, quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência.

- A Violência é sinal de Fraqueza, 
- A Benevolência é indício de Poder.
Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência.

Deus, que é o supremo poder, age com tamanha quietude que a maioria dos homens nem percebem a Sua ação.

Essa poderosa força, na qual todos estamos mergulhados, mantém o Universo em movimento, faz pulsar o coração dos pássaros, dos bandidos e dos homens de bem, na mais perfeita leveza.

Até mesmo a morte, chega de mansinho e, como hábil cirurgiã, rompe os laços que prendem a alma ao corpo, libertando-a do cativeiro físico.

O verdadeiro poder chega:-
- Sem ruído, 
- Sem alarde e 
- Sem violência.

Sempre que a palavra poder lhe vier à mente, lembre-se do Sol:-
- Nasce e se põe em profunda quietude; 
- Move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela e você só sabe pelo calorzinho que ele proporciona.
"Acarinha as pétalas de uma flor sem a ferir, beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar."

"Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra". 
 
 Aprende com o Silencio 
Jean-Yves Leloup
 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sei que Me Ouves.

Sei que Me Ouves

Se de imediato dai-me resposta aos meus temores, agradeço-te senhor, se minha fé é ainda tão minuscula diante de tantas maravilhas, que jjá me tens mostrado, perdoa-me senhor e faz de mim um vaso forte como o tijolo que o oleiro prepara para que possa enobrecer nas paredes solidas e imensas que vão ser construídas e para que não haja falhas perante o construtor, o arquiteto do universo.
 
Se sou falha fortalece-me com tua misericórdia e sabedoria para que eu não tenha sempre que arrepender -me pelas coisas que não fiz ou que não foram bem feitas.

Auxilia-me no dia a dia para que eu não seja negligente nem omisso com meu trabalho espiritual, e que eu vos possa dizer diariamente, Obrigado Pai querido pois eu tenho Fé, tenho Amor, Caridade e Humanidade para não decepcionar a Ti Senhor, a mim mesmo, e aos que confiam em mim, através da Tua palavra e dos Teus ensinamentos, que eu seja sempre digno de Te representar perante meus semelhantes um pequeno discípulo das promessas de Cristo, com Dignidade, Amor e Sabedoria.
 
Com meu mais puro amor.
 
Meimei
Marlene de Goes  

Demetrius - O Ritmo da Chuva


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Na Cultura da Paz !!!


Na Cultura da Paz !!!

“Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados
filhos de Deus.” 
– JESUS. (Mateus, 5:9.)

Na cultura da paz, saibamos sempre:-
-Respeitar as opiniões alheias como desejamos seja mantido o Respeito dos outros para com as nossas; 

- Colocar-nos na posição dos companheiros em dificuldades, a fim de que lhes saibamos ser úteis;

- Calar referências impróprias ou destrutivas;

- Reconhecer que as nossas dores e provações não são diferentes daqueles que visitam o coração do próximo;

- Consagrar-nos ao cumprimento das próprias obrigações;

- Fazer de cada ocasião a melhor oportunidade de cooperar a benefício dos semelhantes;

- Melhorar-nos, através do trabalho e do estudo, seja onde for;
- Cultivar o prazer de servir;

- Semear o amor, por toda parte, entre amigos e inimigos;
- Jamais duvidar da vitória do bem.

Buscando a consideração de pacificadores, guardaremos a certeza de que a paz verdadeira não surge, espontânea, de vez que é e será sempre fruto do esforço de cada um.


Livro:- Ceifa de Luz
 Emmanuel
Chico Xavier

O Bem de Alguém !



 O Bem de Alguém !

Quando ela começou a me chamar de "meu bem", eu achei bonitinho.

Era diferente daqueles casais que só diziam "amor" e já tinham feito o apelido carinhoso virar vírgula.

Aqueles que dão Bom Dia no automático, sabe ?

Tinha algo de diferente, mas só entendi, quando parei pra pensar na palavra por si só.

Eu era o bem dela.

Era, entre diversos outros motivos, algo e alguém que lhe fazia - wait for it... - bem.

Ela também fazia o mesmo aqui.

Se pudesse, declararia ela no imposto de renda, mas teria que explica à união o enriquecimento repentino de amor no meu coração.

Eu era bem.

Cotado, amado, querido.

Mas, uma última coisa me fez querer ter aquele apelido para sempre.

E não se tratava do jeito com que ela falava nem nada.

O fato foi perceber, ao conhecer os pais dela, que eles se referiam assim, um ao outro.

Confesso o romantismo incurável e, também, confesso não ter resistido aos pensamentos de que, um dia, nós pudéssemso ter a nossa família e que nossos filhos, ouvissem os pais se chamando carinhosamente de "meu bem".

Fazia e ainda me faz um bem danado ser pra ela isso tudo.

E eu me esforçando pra dar de volta tudo isso também.

Faz bem, ser o bem de alguém, na deliciosa certeza de que não se quer amar a mais ninguém.


Gustavo Lacombe 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

domingo, 2 de novembro de 2014

Dia de Finados - Dia de Saudades !


Dia de Finados
Dia de Saudades !

Dia de finados é dia de lembrar de quem já esteve ao nosso lado e partiu!

É um Dia Especial de Saudade! 

Mas não de uma saudade doída e sim de uma saudade dos bons momentos vividos com aquela pessoa que tanto amamos e que esteve ao nosso lado por tanto tempo.

Finados é um dia especial para agradecer a Deus pela oportunidade de ter uma pessoa tão querida ao nosso lado dividindo sonhos, momentos importantes, vida e alegria! 

Dia para lembrar de quem se foi! 
Sem Tristeza! 

Sem choro! 

Mas com muito Amor no Coração!!

Saudade é coisa boa quando nos dá um sentimento pleno da felicidade que vivemos! 

Portanto, no Dia de Finados lembranças são bem vindas em forma de homenagem! 

Através de uma prece singela, para lembrar com saudade da pessoa amada que já não está entre nós! 

Dia de Finados, Dia de Saudade, não de tristeza!

Antônio Marcos Pires 
 
Site:- Mensagem Espírita

Os Desencarnados


Os Desencarnados

Não fale dos desencarnados, senão para deles falar bem.

Disse um conhecido escritor:-
- "O louvor aos mortos é um modo de orar por eles."
 
É isso. 
Aos desencarnados devemos orações e palavras carinhosas;
e ainda mais que palavras, vibrações de respeito e amor, uma terna saudade, um lágrima, quem sabe.

Nunca, porém, tristeza e inconformação. 
Nossos mortos não morreram:-
- Partiram antes, e onde estão nos esperam para o reencontro feliz.

Que não haja dúvida em seu coração sobre a imortalidade.

A morte não existe; o que há são mudanças de estado:-
- Hoje estamos na matéria pesada do nosso corpo físico; amanhã estaremos na matéria leve e luminosa do nosso corpo espiritual.


Gotas de Paz

sábado, 1 de novembro de 2014

Prece para o Dia dos Finados


Prece para o Dia dos Finados 

"Senhor, rogo as Tuas bençãos de luz para os meus entes queridos que vivem no mundo espiritual.

Que minhas palavras e pensamentos dirigidos a êles possam ajudá-los, a fim de continuarem na vida espiritual trabalhando pelo bem onde estiverem.

Espero com resignação o momento de me reunir a eles na Pátria Espiritual, pois sei que é temporária a nossa separação.

Mas, quando tiverem a Tua permissão, que possam vir ao meu encontro para enxugar minhas lágrimas de saudade".
 
 Francisco Cândido Xavier
 

Necessário Acordar


Necessário Acordar

“Desperta, ó tu de dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo de esclarecerá.” 
Paulo. (Efésios, 5:14).
 
Grande número de adventícios ou não aos círculos do Cristianismo acusa fortes dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos de Jesus. 
 
Alguns encontram obscuridades nos textos, outros perseveram nas questiúnculas literárias. 
 
Inquietam-se, protestam e rejeitam o pão divino pelo envoltório humano de que necessitou para preservar-se na Terra.
 
Esses amigos, entretanto, não percebem que isto ocorre, porque permanecem dormindo, vítimas de paralisia das faculdades superiores.
 
Na maioria das ocasiões, os convites divinos passam por eles, sugestivos e santificantes; todavia, os companheiros distraídos interpretam-nos por cenas sagradas, dignas de louvor, mas depressa relegadas ao esquecimento. 
 
O coração não adere, dormitando amortecido, incapaz de analisar e compreender.
 
A criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. 
 
Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.
 
Grandes massas, supostamente religiosas, vão sendo conduzidas, através das circunstâncias de cada dia, quais fileiras de sonâmbulos inconscientes. 
 
Fala-se em Deus, em fé e em espiritualidade, qual se respirassem na estranha atmosfera de escuro pesadelo. 
 
Sacudidas pela corrente incessante do rio da vida, rolam no turbilhão dos acontecimentos, enceguecidas, dormentes e semimortas até que despertem e se levantem, através do esforço próprio, a fim de que o Cristo as esclareça.
 
Livro:- Pão Nosso,
Lição 68 
Emmanuel 
Chico Xavier