quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mágoa




 
Posted: 17 Jun 2013 03:08 AM PDT

Ao afirmarmos:-
- “Nunca ninguém conseguirá me magoar”, não queremos dizer que não damos o devido valor aos nossos sentimentos, que não nos importamos com o mundo e que não valorizamos as criaturas com quem convivemos. 

Querer não “sentir dor” pode dessensibilizar as comportas de nossos mais significativos sentimentos, inclusive atingindo de forma generalizada nossa capacidade de amar. 

Muitas vezes, queremos representar que possuímos uma segurança absoluta, quando, na realidade, todos nós somos vulneráveis de alguma forma.

Nosso estilo de vida, em muitas ocasiões, é ilógico e neurótico. 

O “querer viver” uma existência inteira desprovida de decepções e de ingratidão, com aceitação e consideração incondicionais, é desastrosamente irreal.

É profundamente irracional nutrir a crença de que nunca seremos traídos e de que sempre seremos amados e entendidos plenamente por todos.

Portanto, não podemos passar uma vida inteira ocultando de nós mesmos que nunca ficaremos magoados. 

Devemos, sim, admitir a mágoa, quando realmente ela existir, para que possamos resolver nossos conflitos e desarranjos comportamentais.

A maneira decisiva de atingirmos o equilíbrio interior é aceitarmos nossas emoções e sentimentos como realmente eles se apresentam, pois, deixando de ignorá-los, passaremos a nos adaptar firmemente à realidade dos fatos e dos acontecimentos que estamos vivenciando.

“(..) Conhecem os Espíritos o princípio das coisas? (…) conforme a elevação e a pureza que hajam atingido”¹

Os Espíritos Superiores possuem um amplo estado de consciência e uma capacidade plena para traduzir o “princípio das coisas”. 

Conhecem as matrizes de seus sentimentos e a razão de suas atitudes, porque já atingiram um grau de lucidez que vai além dos limites da percepção consciente.

A grande maioria dos Espíritos encarnados e desencarnados domiciliados no orbe terrestre usualmente analisam fatos e tomam atitudes de forma inconsciente, irrefletida, impulsiva ou automática. 

O automatismo permite que muitos de nós tenhamos uma sequência enorme de comportamentos, sem ao menos notarmos onde nasceram. 

Quer dizer, não compreendemos claramente os motivos e os significados ou mesmo a qualidade dos impulsos iniciais.

A arte de perceber de forma clara e real nossas mais íntimas intenções é uma das tarefas do processo evolutivo pelo qual todos estamos passando.

O que não pode ser visto não pode ser mudado. 

Os mecanismos inconscientes dos quais nos utilizamos para nos enganar são em grande parte imperceptíveis, principalmente àquela que não iniciaram ainda a autodescoberta do mundo interior, através do auto-aprimoramento espiritual.

Mágoa não elaborada se volta contra o interior da criatura, alojando-se em determinado órgão, desvitalizando-o.

A mágoa se transforma com o tempo em rancor, exterminando gradativamente nosso interesse pela vida desajustando-nos quanto a seu significado maior.

A “desatenção” pode, muitas vezes, parecer um simples esquecimento natural, mas também poderá ser vista como atividade psicológica para afastar de nosso dia-a-dia detalhes desagradáveis que não queremos admitir. 

Para não tomarmos consciência de que fomos magoados, simplesmente não notamos uma série quase infinita de fatos e feitos que demonstrariam, de forma segura, o ofensor e a intenção da ofensa. 

A “desatenção” é uma defesa que apaga somente uma parte do ocorrido, deixando consciente apenas aquilo que nos interessa no momento.

O fato de criarmos o hábito de desviar a atenção como forma de dispersar a dor da agressão e de isso funcionar muito bem em determinados momentos expressivos de nossa vida, mantendo a mágoa dissimulada, poderá se tornar um estilo comportamental inadequado, pois distorce a realidade de nossos relacionamentos.

Sentimentos não morrem; poderemos enterrá-los, mas mesmo assim continuarão conosco. 

Se não forem admitidos, não serão compreendidos e, consequentemente, estarão desvirtuando a nossa visão do óbvio e do mundo objetivo.


1. Livro dos Espíritos, Questão 239
Conhecem os Espíritos o principio das coisas?
 
Conforme a elevação que hajam atingido. 

Os de ordem inferior não sabem mais do que os homens.”





Livro As Dores da Alma
item Mágoa, Espírito Hammed
Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto



terça-feira, 25 de junho de 2013

Uma razão para viver



 
"Por que você nasceu? 
 
Já se fez essa pergunta alguma vez?" 

Se já pensou sobre isso e ainda não teve resposta, preste atenção na história que vamos contar. 

Trata-se de uma velhinha que havia perdido toda sua família na guerra. 
 
Vendeu a grande casa que possuía e morava agora num pequeno cômodo no canto da sua antiga propriedade. 

Um dia ela soube que um jovem de 17 anos tentara o suicídio jogando-se no mar. 

O rapaz era metade negro, metade japonês, e fora salvo pela polícia contra sua vontade. 
 
Estava cheio de ódio, revolta e total desespero. 

A velhinha foi à polícia e pediu permissão para ver o moço. 
 
Tendo em conta a pessoa que era, os policiais a deixaram falar com ele. 

- Menino, disse ela. 

O rapaz voltou-lhe a face mas permaneceu sentado, feito pedra, indiferente a tudo e a todos. 

A velhinha tornou a falar-lhe, suavemente, lentamente, e com muito carinho:
- Menino, então você não sabe que veio ao mundo para algo maravilhoso, que só você pode fazer? 

Depois de ter repetido isso várias vezes, Jorge voltou-se subitamente para ela e perguntou com ironia:-
- Um negro? 
 
Um filho que não tem pais? 

Calmamente a velhinha insistiu:
- Porque é negro, porque não tem pais, é que pode fazer algo maravilhoso. 

O jovem riu e considerou:
- Sim, é claro. 
 
E a senhora quer que eu acredite nisso? 

Mas a senhora não se perturbou e falou-lhe novamente:
- Venha comigo e eu lhe mostro. 

O rapaz, um tanto desconfiado, resolveu acompanhá-la, afinal não tinha para onde ir...

Ela levou-o para seu pequeno cômodo e pediu-lhe que cuidasse do jardim. 
 
Era uma vida simples, mas aquela mulher o tratava com muito amor. 
 
Pouco a pouco a revolta começou a ceder. 
 
A velhinha lhe deu sementes de rabanete e lhe pediu que semeasse. 
 
Ele atendeu. 
 
Em dez dias as plantinhas brotaram. 
 
Jorge começou a assobiar. 
 
Poucos dias depois os rabanetes apareceram e com eles a velhinha fez conservas deliciosas e deu a seu jovem amigo. 

Um dia, com um pedaço de bambu, ele fez uma flauta. 
 
Passou a tocar e alegrar sua própria vida e dar grande felicidade à velhinha... 
 
Pouco tempo depois, sua avó adotiva o fez matricular-se no colégio. 
 
Durante os quatro anos do ginásio, continuou a plantar vegetais, e ajudava também fazendo artigos de couro. 

Enquanto freqüentava a universidade à noite, Jorge ajudava nas obras do metrô. 
 
Formou-se e foi trabalhar numa escola para cegos. 
 
Seus alunos tocavam com as mãos os ombros fortes e jovens de Jorge e diziam:-
- Oh, você é tão grande, tão forte! 
 
É porque seu peito é largo que você tem fôlego para tocar a flauta, não é? 
 
Quando você toca, consigo entender a forma e as cores de uma porção de coisas. 

Após ouvir aquelas coisas de seus alunos cegos, Jorge finalmente chegou em casa e falou à velhinha:-
- Agora realmente acredito que há algo maravilhoso que só eu posso fazer. 

E aquela senhora, de cabelos alvos respondeu:-
- Sim, meu filho, todos nós temos uma razão para viver. 
 
Todos nascemos para uma tarefa muito especial que só nós podemos executar. 

E, por fim, perguntou ao jovem:-
- E se você não fosse negro e não fosse órfão, será que teria pena dos que não enxergam? 

Técnica de meditação para desenvolver o perdão:-

- Primeiro, escolha uma pessoa de quem você tem uma pequena mágoa. 
 
- Todos os dias, reserve um tempo para pensar nela. 
 
- Escolha um lugar calmo, coloque uma música suave, acenda um incenso - enfim, faça o ritual que quiser.
 
 - Visualize você e a pessoa envolvidos em luz rosa e comece a conversar com ela sobre o que aconteceu, algo como "olha, fulano, aquilo me magoou, mas eu não quero levar esse ressentimento para o túmulo, etc.". 
 
- Reconheça as qualidades dela,  faça as pazes. 
 
- Peça a ajuda do seu Anjo da Guarda. 
 
No princípio, a gente perdoa com a cabeça, mas com o tempo - e repetindo essa prática várias vezes, surge o perdão no coração.
 

Tristeza que Fere


O homem chegou em casa, naquela noite, trazendo o mau humor que o caracterizava há alguns meses.

Afinal, eram tantos os problemas e as dificuldades, que ele se transfomara em um ser amargo, triste, mal humorado.

Colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu.

A luz acesa na cozinha iluminava fracamente a sala que ele adentrou.
 
Deteve o passo e pode ouvir a voz do filho de seus quatro anos de idade:-
- Mamãe, porque o papai está tão triste?

- Não sei, amor, respondeu a mãe, com paciência.

Ele deve estar preocupado com seus negócios.

O homem parou, sem coragem de entrar e continuou ouvindo:-
- Que são negócios, mamãe?

- São as lutas da vida, filho.
 
Houve uma  pequena pausa e depois, a voz infantil se fez ouvir outra vez:-
- Papai fica alegre nos negócios?

- Fica, sim, respondeu a mãe.

- Mas, então,  por que fica triste em casa?

Sensibilizado, o pai de família pode ouvir a esposa explicar ao pequenino:-
- Nas lutas de cada dia, meu filho, seu pai deve sempre demonstrar contentamento.
 
 Deve ser alegre para agradar o chefe da repartição e os clientes.

É importante para o trabalho dele.

Mas, quando ele volta para casa, ele traz muitas preocupações.

Se fora de casa, precisa cuidar para não ferir os outros, e mostrar alegria, gentileza, não acontece o mesmo em casa.

- Aqui é o lar, meu filho, onde ele está com o direito de não esconder o seu cansaço, as suas preocupações.

A criança pareceu escutar atenta e depois, suspirando, como se tivesse pensado por longo tempo, desabafou:-
- Que pena, hein mãe?

- Eu gostaria tanto de ter ulm pai feliz, ao menos de vez em quando.

- Gostaria que ele chegasse em casa e me pegasse no colo, brincasse comigo.
 
- Sorrisse para mim .
 
- Eu gostaria tanto...
 
 Naquele momento,  o homem pareceu sentir as pernas bambearem.

Um líquido estranho lhe escorreu dos olhos e ele se descobriu chorando.

Meu Deus, pensou.

Como estou maltratando minha família.

E, ainda emocionado, irrompeu pela cozinha, abriu os braços, correu para o menino, abraçou-o com força e lhe convidou:-
- Filho, vamos brincar?

Não há quem não tenha problemas, lutas e dificuldades.

Compete, no entanto, saber administrá-las de forma que elas não se tornem um fantasma de tristeza, um motivo de auto-compaixão.

Mesmo porque ninguém tem somente coisas ruins em sua vida.

Ao lado das lutas constantes, existem sempre as compensações que Deus providencia.

Ter um lar, esposa,  filhos,  família, pais amorosos é o oásis de paz que a divindade nos concede a fim de que restabeleçamos as forças para o  prosseguimento do bom combate.


 

 
 
Link:-
- http://conscienciaevida.blogspot.com.br/
 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Conquista de Paz











 
 
 
 
 
Conquista de Paz


Em muitas ocasiões, especialmente quando se te agravam as situações difíceis, perguntas a esmo, como conquistar serenidade, de maneira a varar os percalços do dia-a-dia.

Imagina-te no lugar daqueles que se te fazem motivos de irritação e examina-te um tanto mais.

Se, em teu grupo de trabalho, desempenhasses a função de chefe, atormentado de problemas e conflitos, estarias talvez em mais duras condições de intemperança mental, quando isso acaso acontecesse.

Caso te visses na posição do subalterno, faceando, às vezes, amargos dramas domésticos, é provável evidenciasses mais lentidão no serviço a fazer, quando viesse a suceder.

Considerando a possibilidade de seres o doente que te incomoda, quando isso se verifique, decerto não te reconhecerias com menos intolerância diante do sofrimento.

Na hipótese de haveres sofrido as longas tentações da criatura julgada em erro, é possível houvesses descido a mais baixo nível.

Se te notasses na posição enfermiça da pessoa que te ofendeu, ignoras se não terias ferido alguém com mais ímpeto.

Analisemos, através das lentes da introspecção e reconhecer-nos-emos imensamente distantes da condição dos anjos. 

Isso nos ensinará que os companheiros com os quais convivemos nem sempre conseguirão apresentar, por enquanto, qualidades que ainda não possuímos e raciocínios mais profundos nos farão sentir a necessidade de calma e tolerância, de uns para com os outros, em todos os momentos inquietantes da vida.

  “Calma”
 Francisco Cândido Xavier
 Emmanuel

O Preço da Felicidade Definitiva




O Preço da Felicidade Definitiva


Incontável é o número de pessoas que, conhecendo o labor de Chico Xavier, aspiram a ser também médiuns com os recursos e aptidões que ele, Chico, possui. 

Mas bem poucos conhecem o altíssimo preço que têm de pagar no sacrifício e na abnegação, na silenciosa e contínua renúncia de si mesmos.
A sementeira do Bem é sempre árdua e custosa. 

Esse o preço da felicidade real e definitiva que todos teremos de pagar, um dia, se quisermos conquistá-la.
Quantos de nós não teríamos abandonado o serviço em meio, ao primeiro sinal de tempestade? 

Quantos teríamos prosseguido, mesmo chorando e sofrendo, humilhados e injustiçados pelos próprios companheiros e pelos inimigos gratuitos?
Quem estará disposto a beber desse cálice?

 

Livro:- Testemunhos de Chico Xavier
Suely Caldas Schubert

FEB – Federação Espírita Brasileira

domingo, 23 de junho de 2013

Atormentado Pesquisador



Atormentado Pesquisador


Registramos este papo, ocorrido, altas horas da madrugada, no costumeiro bate-papo evangélico na cozinha da Comunhão Espírita-Cristã.

Cavalheiro maduro, um tanto sisudo, aparentando, pela fraseologia com que se exprimia, singular interesse por assuntos de ordem científica, postando-se ao lado do Chico, interpela-o sobre nosso ego, a origem do espírito e do Universo, com suas galáxias, e tantas coisas mais, ainda inabordáveis pela ciência humana.

Com a fisionomia enigmática, o Chico aguardou que aquele senhor completasse suas indagações e, respeitoso, assim se expressou:-

- Nesta encarnação, meu compromisso é com o Evangelho de Jesus e o Espiritismo... 

O que mais me interessa mesmo é a parte moral.
Meditou instantes rápidos e concluiu:-

- Não vou me aprofundar em Ciências, porque, se avançamos meio metro numa direção, deparamos com o infinito; avançamos mais um metro noutra direção e divisamos novamente o infinito.

Dito isto, calou-se.

Notamos que o distinto cavalheiro, desapontado, se recolheu, pensativo, sem estímulo para continuar perguntando.

 

 Livro:- ‘’Encontros com Chico Xavier’’
Cezar Carneiro de Souza

Coragem e Fé



Coragem e Fé


Muitos companheiros na Terra evidenciam coragem nas horas de heroísmo.

O homem que enfrentou um animal selvagem, colocando-lhe um freio.

Outro que conquistou o campeonato de mergulho em águas perigosas.

Outro ainda que adquiriu o maior destaque na longa corrida de pedestres.

Todos eles, pelo devotamento à disciplina, são dignos de respeito.

Um tipo diferente de Coragem, porém, se espera dos seguidores do Cristo:-
- A coragem da fé.
- Aquela de se calar alguém para que outrem fale mais alto; 

- De sofrer injúrias e humilhações, sem deteriorar a imagem dos próprios adversários e agressores; 

- De acreditar no bem, mesmo quando a ignorância e a maldade parecem em triunfo; 

- De aceitar a rotina dos encargos de cada dia, nela encontrando a alegria do trabalho sem aplauso público, e 

- A coragem de esquecer-se para que outros recolham as vantagens do serviço que lhe haverá custado imenso esforço.
O heroísmo é, talvez, mais fácil pelo deslumbramento de uma hora, à frente dos homens.

Entretanto, a Coragem da Fé será sempre mais difícil, porque exige humildade e renúncia, tolerância
e dedicação ao bem do próximo, no desdobramento incessante do dia-a-dia.
 
“Monte Acima”
 Francisco Cândido Xavier 
 Emmanuel
 

sábado, 22 de junho de 2013

Decálogo para Médiuns



Decálogo para Médiuns


Cap. XXVI — Item 7 - O Evangelho segundo o Espiritismo

1 — Rende culto ao dever.

Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.

2 — Trabalha espontaneamente.

A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.

3 — Não te creias maior ou menor.

Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.

4 — Não esperes recompensas no mundo.

As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e a carícia da fonte, o lume da prece e a bênção da coragem, não tem preço na Terra.

5 — Não centralizes a ação.

Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.

6 — Não te encarceres na dúvida.

Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente de Deus.

7 — Estuda sempre.

A luz do conhecimento, armar-te-á o espírito, contra as armadilhas da ignorância.

8 — Não te irrites.

Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.

9 — Desculpa incessantemente.

O ácido da crítica não tem piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.

10 — Não temas perseguidores.

Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escrever na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.

 
André Luiz - Chico Xavier   

“O Espírito da Verdade”
 Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira 
 Autores diversos

Bicorporeidade



Bicorporeidade

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, explica o fenômeno:-
- "O espírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, pode aparecer tal qual o de uma pessoa morta, e ter todas as aparências da realidade; e mais, tangibilidade momentânea. 

Este fenômeno é designado sob o nome de bicorporeidade.

Faculdade que uma pessoa possui de materializar-se em outro local, enquanto o seu corpo físico permanece ao local de "origem" que estava."

Santo Alfonso de Liguori, quando encarnado, se fez visível simultaneamente em dois lugares. 

Numa reunião espírita na França, Kardec o evoca e indaga-lhe:-
- "Poderia nos dar explicação desse fenômeno?" 

Obtendo a resposta do Santo:-
- " Sim; a questão é mais simples do que possa se perceber. 

O homem quando completamente desmaterializado pela sua virtude, e vinculado ao amor sublime, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo..."
Por inúmeras vezes, o fenômeno da Bicorporeidade ou Bilocação, aconteceu com Chico Xavier.

Não querendo engrandecer a alma generosa do nosso irmão mas é de se notar que na história da humanidade pouquíssimas pessoas foram dotadas de tal faculdade psíquica.

No profícuo livro, Luz Bendita, organizado pelo eminente escritor Rubens Germinhasi, existe um relato feito pela então presidente da União Espírita Mineira, a professora Maria Philomena Aluotto, a respeito do fenômeno acontecido com Chico, em novembro de 1974.

Assim conta-nos a respeitável presidente da UEM, que estavam reunidos no grande salão com a presença do médium de Emmanuel e eis que uma pessoa tomada pela fascinação religiosa e empunhando uma arma, bradou. 

"Ninguém vai tocar em Chico Xavier:-
- Eu o defenderei de qualquer um. 

Ele é um santo!"

Notava-se o desequilíbrio da pessoa, o que aumentava a apreensão de todos, especialmente porque em sua mão havia a realidade uma arma de fogo, de grosso calibre...

Assim, a movimentação aumenta no recinto, uns se apavorando, outros procurando correr, e outros tentando controlar a pessoa. 

O Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe-se em silêncio, permanecendo, contudo no recinto.
Descemos ao andar térreo pensando nas providências defensivas, e, para nosso alívio, um jipe de militares da PMMG estaciona junto ao meio fio e os seus ocupantes, comandados por um distinto sargento, vêm ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras:-
- " Graças a Deus vocês chegaram e em boa hora:- estamos com um problema lá em cima". 

E, antes de qualquer explicação para nossa surpresa, o chefe da patrulha nos fala:-
- "Não tem nada não, vamos subir. 

O Senhor Chico Xavier FOI NOS CHAMAR NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA, onde nos encontrávamos em serviço e em ronda. 

Viemos logo atender o seu chamado.”
Fora evidente o fenômeno da bilocação. 

Em poucos minutos a situação normalizava-se. 

O difícil foi impedir a nossa surpresa e, os nossos comentários..."
Como vemos o querido companheiro era dotado dos mais ricos predicados e virtudes e não temos dúvida alguma. 

Chico Xavier já é um daqueles que aprendeu a elevar sua alma a Deus.

Livro:- ‘’Chico Xavier -   Lembranças de Grandes Lições’’

 Cezar Carneiro de Sousa