sexta-feira, 7 de junho de 2013

Livre Decisão




Livre Decisão

Todos somos construtores dos nossos destinos.
 
A cada minuto da vida, fazemos opções importantes e decisivas para a nossa economia moral.
Sempre temos diante de nós duas ou mais opções que deveremos eleger, de conformidade com a nossa livre vontade.
Se estamos no trânsito, por exemplo, e alguém nos corta a frente, temos que decidir rapidamente entre duas opções:- xingar ou ficar quieto.
Se nos aproximamos de um cruzamento, cujo sinal está fechado para nós, podemos optar entre parar o veículo ou avançar com o sinal vermelho.
Na convivência diária, quando alguém nos fala mal de outro alguém, podemos optar entre sermos o ponto final da maledicência, ou levar a fofoca adiante.
Se uma pessoa nos pede uma informação qualquer, podemos dar ou não a informação. 

Ou ainda, dar a informação correta ou incorreta, conforme nossa livre vontade.
Se abraçamos alguém, podemos optar entre um abraço frio, desprovido de sentimento ou um abraço pleno de afeto verdadeiro.
Se ofertamos uma flor, poderemos escolher entre uma flor sem perfume e outra perfumada.
Nas conversações diárias, temos sempre a possibilidade de falar com otimismo ou usar as palavras para espalhar o pessimismo e a insegurança.
Diante da dificuldade que se apresenta, podemos assinar, de pronto, um atestado de derrota ou acreditar que seremos capazes de vencer o obstáculo.
Como podemos perceber, em todas as situações nós é que decidimos, de livre vontade, entre as opções possíveis, cabendo-nos depois, o resultado da própria decisão.
Se no trânsito optamos pelo xingamento, teremos consequências diversas das que teríamos se nos calássemos.
O motorista que fechou o nosso veículo pode não nos ter visto, ou ter errado no cálculo, e, nesse caso, assumirá o equívoco e não revidará.
Mas se estiver procurando encrenca, como se costuma dizer, responderá com violência e o desfecho poderá ser totalmente desagradável.
Se escolhemos avançar com o sinal vermelho poderemos nos chocar com outro veículo e colher as consequências correspondentes.
Se diante da possibilidade de disseminar a fofoca e a intriga, optamos por nos calar, certamente evitaremos muitos dissabores. 

E isso depende exclusivamente da nossa livre decisão.
Vale a pena que meditemos em torno dessas questões que nos dizem respeito. 

A situação poderá se agravar ou se resolver, sempre de conformidade com as nossas tomadas de decisão.

Os minutos se apresentam para todos nós como bendita oportunidade de crescimento para Deus.
Dessa forma, cabe-nos optar entre ser um sorriso que ampara ou um soluço que desanima;
um raio de luz ou uma nuvem de preocupações;
um ramo de flores ou um galho de espinhos;
um amigo que compreende e perdoa ou um inquisidor que condena e destrói;
um auxiliar devotado ou um espectador inoperante;
um bálsamo que restaura ou um cáustico que envenena;
uma chave de solução nos obstáculos ou um elemento que os agrava;
um esteio da paz ou um veículo da discórdia;
uma bênção ou um problema.
Enfim, estaremos constantemente tomando decisões importantes, sempre de acordo com a nossa livre vontade.
                                   Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita com base nos cap. 18 e 29, do livro Educandário de luz, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed.André Luiz

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Escadas de Luz





 Escadas de Luz

VIII
É possível que a provação te visite algumas vezes.

Quando isso ocorra, não te aconselhes com o desânimo.

Encoraja-te na fé e caminha para frente com as tarefas que a vida de confiou.

Não percas tempo com o frio do desalento ou com a febre do desespero.

Ao invés disso, conquanto as provações que te assinalem a marcha, estende mãos socorredoras aos que talvez estejam suportando problemas muito mais difíceis do que os teus.

Sabemos todos que a Infinita Bondade de Deus que nos sustentou ontem, sustentará igualmente hoje e, dentro de semelhante convicção, manteremos a certeza de que com Deus venceremos.

 





                                                                        Emmanuel
 


Atende ao próprio dever
Por mais duro de cumprir.

Quem não aprende a sofrer

Não sabe como servir.

 

Lobo da Costa
Escada de Luz”
Francisco Cândido Xavier
Espíritos diversos

Fé inabalável é aquela que encara a razão frente a frente em todas as épocas





“FÉ INABALÁVEL É AQUELA QUE ENCARA A RAZÃO FRENTE A FRENTE, EM TODAS AS ÉPOCAS.”


Esta frase basilar, própria da Doutrina Espírita, é uma proposição que pode ser levada para outras searas religiosas.
Afinal, a fé não é prerrogativa de crenças, mas um atributo do homem. 

No entanto, é comum encontrar pessoas com uma fé tradicional, convencional, aprendida com os pais ou nos templos que frequenta.
Esta fé superficial certamente não dá sustentação à pessoa nos momentos mais difíceis da vida, e menos ainda poderá ampará-la diante de questionamentos hoje comuns acerca da origem e finalidade da existência.

A verdadeira fé não teme a razão porque, estando amparada na própria racionalidade, não pode ser atingida em sua essência.

A verdadeira fé é dinâmica como a vida.

Se uma verdade nova se apresenta ela não sofre abalos por assimilá-la. 

Pelo contrário, a verdadeira fé busca a confirmação, o complemento, a correção de rota se for o caso, em função de seu próprio fortalecimento.
A razão fortalece a verdadeira fé, enquanto que a fé convencional, superficial, pode ser derrubada por um sopro, cai perante o menor argumento, donde surge o escudo do fanatismo, — uma fé já desnaturada e distorcida.

 
 “Dia a Dia” 
 Conceitos para viver melhor 
 Paulo R. Santos

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Amor e Vida



Amor e Vida

Muita semente esquecida
Em simples trato de chão
Transforma os charcos da vida
Em flor, alegria e pão.

Quem sente amor não reclama
Privilégios para si,
Quanto mais sofre, mais ama,
Quanto mais chora, mais ri.

Quem sabe renunciar,
Fazendo feliz alguém,
Por si já sabe olvidar
As mágoas que a vida tem.

Amor real e profundo
Dos sonhos e anseios meus,
Só mesmo existe no mundo
No coração que é de Deus.

Amor não é fanatismo,
Ciúme; inveja e paixão.
Amor é um a Luz Divina
Por dentro do coração.

Amor de mãe, poesia
Inspirada, terna e pura,
Que o Senhor criou um dia
Pensando em nossa ventura.

Vive; trabalha e abençoa,
Que a treva jamais te vença...
Quem ama sempre perdoa
A dor de qualquer ofensa.

Na Terra, o amor é assim:
Uma estrela em doce luz
Que brilha, do início ao fim,
E se consome na cruz.

Justiça aponta a Verdade
Sem segredos e sem véus,
Mas somente a Caridade
Sabe o caminho dos Céus.

Espírito Eurícledes Formiga 
Livro: Sementes De Luz
Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Bacelli

Laços Eternos


Laços Eternos


A reencarnação estreita os vínculos do amor, tornando-os laços eternos, pelo quanto faculta de experiências na área da afetividade familiar.
Enquanto as ligações de sangue favorecem o egoísmo, atando as criaturas às algemas das paixões possessivas, a pluralidade das existências ajuda, mediante a superação das conveniências pessoais, a união fraternal.

Os genitores e nubentes, os irmãos e primos, os avós e netos de uma etapa trocarão de lugar no grupo de companheiros que se afinam, permanecendo os motivos e emulações da amizade superior.

O desligamento físico pela desencarnação faz que se recomponham, no além-túmulo, as famílias irmanadas pelo ideal da solidariedade, ensaiando os primeiros passos para a construção da imensa família universal.

Quando a força do amor vigilante detecta as necessidades dos corações que mergulharam na carne, sem egoísmo, pedem aos programadores espirituais das vidas que lhes permitam acompanhar aqueles afetos que os anteciparam, auxiliando-os nos cometimentos encetados, e reaparecem na parentela corporal ou naquela outra, a da fraternidade real que os une e faculta os exemplos de abnegação, renúncia e devotamento.


Este amigo que te oferece braço forte; esse companheiro a quem estimas com especial carinho; aquele conhecido a quem te devotas com superior dedicação; estoutro colega que te sensibiliza; essoutro discreto benfeitor da tua vida; aqueloutro vigilante auxiliar que se apaga para que apareças, são teus familiares em espírito, que ontem envergaram as roupagens de um pai abnegado ou de uma mãe sacrificada, de um irmão zeloso ou primo generoso, de uma esposa fiel e querida ou de um marido cuidadoso, ora ao teu lado, noutra modalidade biológica e familiar, alma irmã da tua alma, diminuindo as tuas dores, no carreiro da evolução e impulsionando-te para cima, sem pensarem em si...

Os adversários gratuitos que te sitiam e perturbam, os que te buscam sedentos e esfaimados, vencidos por paixões mesquinhas, são, também, familiares outros a quem ludibriaste e traíste, que agora retornam, necessitados do teu carinho, da tua reabilitação moral, a fim de que se refaça o grupo espiritual, que ascenderá contigo no rumo da felicidade.


Jesus, mais de uma vez, confirmou a necessidade dessa fusão dos sentimentos acima dos vínculos humanos, exaltando, a superior necessidade da união familiar pelos laços eternos do espírito. 

A primeira, fê-lo, ao exclamar, respondendo à solicitação dos que lhe apontavam a mãezinha amada que O buscava, referindo-se:-
 — “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do Pai?” 

Posteriormente, na Cruz, quando bradou, num sublime testemunho, em resposta direta à Mãe angustiada que O inquirira:-
— “Meu filho, meu filho, que te fizeram os homens?” elucidando-a e doando-a à Humanidade:-
 — “Mulher, eis aí teu filho” — referindo-se a João, que chorava ao seu lado 
— “Filho, eis aí tua mãe”, entregando-o ao seu cuidado, através de cuja ação inaugurou a Era da fraternidade universal acima de todos os vínculos terrenos.
 
Joanna de Ângelis

“Luz Viva”
 Divaldo Pereira Franco
 Joanna de Ângelis e Marco Prisco

terça-feira, 4 de junho de 2013

Perdoar e Compreender



Perdoar e Compreender

Muita gente perdoa, no entanto, não compreende, e muita gente compreende, todavia, não perdoa.
Muitos companheiros se alheiam as ofensas recebidas, procurando esquecê-las, mas querem distância daqueles que as formulam, sem lhes entender as dificuldades, e outros muitos compreendem aqueles que os molestam, entretanto, não lhes desculpam os gestos menos felizes.

Perdoar e compreender, porém, são complementos do amor e impositivos do aceitar os nossos companheiros da Humanidade, tais quais são.

Reflitamos nisso, reconhecendo que o entendimento e a tolerância que os outros solicitam de nós são a tolerância e o entendimento de que nós todos necessitamos deles.

É possível que nos haja ferido e igualmente provável tenhamos ferido a outrem. 

Alguém terá errado contra nós e teremos decerto errado contra alguém.
Pondera isso e compadece-te de todos os ofensores.

Quem te prejudica talvez age sob a ação compulsiva da necessidade; quem te menospreza, possivelmente sofre a influência de transitórios enganos; aquele que te esquece com aparente descaso estará enfermo da memória, e aquele outro ainda que te golpeia evidentemente procede sob a hipnose da obsessão.

Nunca te revoltes, nem desanimes.

Faze o bem, olvidando o mal.

Desculpemos quaisquer faltas, compreendendo os autores delas, e compreendamos os nossos irmãos em falta, desculpando a todos eles.

Todos somos filhos de Deus e espíritos eternos, em burilamento incompleto.

O amparo espiritual que doemos agora, a favor de alguém, será o amparo espiritual de que precisaremos todos da parte de outro alguém.

Quando Jesus nos adverte:-
-  “Perdoa setenta vezes sete vezes a teu irmão”, claramente espera venhamos a compreender outras tantas.


 
  “Rumo certo”
 Francisco Cândido Xavier
 Espírito Emmanuel

Orgulho




Orgulho

Desprezar é sentir ou manifestar desconsideração por alguém ou por alguma coisa; portanto, é uma atitude sempre inadequada nas estradas de nossa existência evolutiva. 

Menosprezar é um sentimento pelo qual nos colocamos acima de tudo e de todos, avaliando com arrogância os acontecimentos e os fatos do alto da “torre do castelo” de nosso orgulho.

A nenhuma coisa ou criatura deve-se atribuir o termo “desprezível”, pois tudo o que existe sobre a Terra é criação divina; logo, útil e proveitosa, mesmo que agora não possamos compreender seu real significado.

Talvez não entendamos de imediato nosso papel na vida, mas podemos ter a certeza de que todos somos importantes e todos fomos convocados a dar nossa contribuição ao Universo.

A cada instante, estamos criando impressões muito fortes na atmosfera espiritual, emocional, mental e física da comunidade onde vivemos. 

Todo envolvimento na vida tem um propósito determinado cujo entendimento, além de esclarecer nosso valor pessoal, favorecerá o amor, o respeito e a aceitação de cada um de nossos semelhantes.

Frequentemente, dizemos que certas pessoas são indispensáveis e que muitos indivíduos são improdutivos, e perguntamos mais além:-
- Qual o propósito da vida para com estas criaturas ociosas?

Não julguemos, com nossos conceitos apressados, os acontecimentos em nosso derredor; antes, aguardemos com calma e façamos uma análise mais profunda da situação. Assim agindo, poderemos avaliar melhor todo o contexto vivencial.

“ Desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos. 

Todos têm deveres a cumprir. 

Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?

Nenhuma ocorrência, fato ou pensamento deverá ser sentido ou analisado separadamente, pois o “Grande Sistema”, que nos rege, age de forma interdependente.

Apesar de sermos únicos, todos fomos criados para contribuir coletivamente no mundo e para usar as possibilidades de nossa singularidade.

Para tudo há um sentido e uma explicação no Universo.

Sempre estará implícita uma mensagem proveitosa para nosso progresso espiritual, muitas vezes, porém, de forma inarticulada e silenciosa.

Nunca nos esqueçamos de que a vida sempre agirá em nosso benefício, quer nos setores da solidão, quer nos de muitas companhias, ou seja, entre encontros, desencontros e reencontros. 

A aflição também é um benefício:-
- “Todo sofrimento é um ato importantíssimo de conhecimento e aprendizagem.”

Se bem entendermos, no entanto, as verdadeiras intenções das lições a nós apresentadas, retiraremos tesouros imensos de progresso e amadurecimento espiritual.

As dificuldades que a vida nos apresenta têm sempre um caráter educativo. 

Mesmo que as vejamos agora como castigo ou punição, mais tarde tomaremos consciência de que eram unicamente produtos de nosso limitado estado de compreensão e discernimento evolutivo.

Descobrir a vida como um todo será sempre um constante processo de trabalho dos homens. 

Efetivamente, a vida é trabalho e movimento, e para fazermos nosso aprendizado evolutivo há um certo “tempo de gestação”, se assim podemos dizer. 

Na vida nada está perdido; aliás, existe a época certa para cada um saber o que é preciso para se desenvolver.

Nosso orgulho quer transformar-nos em super-homens, fazendo-nos sentir “heroicamente estressados”, induzindo-nos a ser cuidadores e juízes dos métodos de evolução da Vida Excelsa e, com arrogância, nomear os outros como desprezíveis, ociosos, improdutivos e inúteis.

Poderemos “agir no processo” de formação e progresso das criaturas, nunca “forçar o processo” ou criticar o seu andamento.

A pretensão do orgulhoso leva-o a acreditar que existe uma “santidade desvinculada da realidade humana”, ou seja, organizada e estruturada de forma diferente dos princípios pertencentes à Natureza; portanto, não é de ordem divina, mas é da mentalidade deturpada de alguns místicos do passado.

Nada é inútil no Universo. 

A Divindade age sem cessar em solicitude e consideração a cada uma de suas criaturas e criações. 

O progresso da humanidade é inevitável. 

Todos estamos progredindo e crescendo, ainda que, algumas vezes, não nos apercebamos disso.


Livro As Dores da Alma
 item Orgulho
 Espírito Hammed 
Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Seguindo em Frente



Seguindo em Frente

A vida é cheia de obstáculos, observa e desvia.

Não caia nas armadilhas que lhe preparam...

Guie-se pelo amor, perdoando as ofensas.

Controla o que sai de sua boca, e cuida da qualidade de seus pensamentos.

Um caráter reto não se forma de um dia para outro.

Previna-se contra as más línguas agindo corretamente, compreendendo e amparando.

De um amigo aos amigos da Fraternidade.

Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos
da Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis
 

O Pequeno Príncipe - Outra História


Você lembra daquela tocante história do livro:-
- O PEQUENO PRÍNCIPE?
 O Pequeno Príncipe 
Outra história

Bom, existe uma história mais tocante ainda que aconteceu de fato com o criador do Pequeno Príncipe, o escritor francês Antoine de St. Exupéry. 
Poucas pessoas sabem que ele lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte.
Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um, mas suas mãos estavam tremendo tanto que ele não podia nem mesmo levá-lo à boca. 
Procurou fósforos, mas não tinha, porque os soldados os haviam tirado. 
Ele olhou então para o carcereiro e disse:-
- “Por favor, usted tiene fósforo?”. 
O carcereiro olhou para ele e chegou perto para acender seu cigarro. 
Naquela fração de segundo, seus olhos se encontraram e St. Exupéry sorriu.
Depois ele disse que não sabia por que sorriu, mas pode ser que quando se chega perto de outro ser humano seja difícil não sorrir. 
Naquele instanate uma chama pulou no espaço entre o coração dos dois homens e gerou um sorriso no rosto do carcereiro também. 
Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry e ficou perto, olhando diretamente em seus olhos, e continuou sorrindo. 
St. Exupéry também continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa, e não como carcereiro.
Parece que o carcereiro também começou a olhar St. Exupéry como pessoa, porque lhe perguntou:-
- “Você tem filhos?”. 
- “Sim”, St. Exupéry respondeu, e tirou da bolsa as fotos deles. 
O carcereiro mostrou fotos de seus filhos também, e contou todos os seus planos e esperanças para o futuro deles. 
Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas quando disse que não tinha mais planos, porque ele jamais os veria de novo.
Os olhos do carcereiro se encheram de lágrimas também. 
E, de repente, sem nenhuma palavra, ele abriu a cela e guiou St. Exupéry para fora do cárcere e, através das sinuosas ruas, para fora da cidade, e o libertou. 
 Sem nenhuma palavra, o carcereiro deu meia-volta e retornou por onde veio.
St. Exupéry disse:-
- “ Minha vida foi salva por um sorriso do coração”.
O que foi aquela “chama” que pulou entre o coração desses dois homens? 
Isso tem sido tema de intensa pesquisa atualmente, na medida em que os cientistas estão se dando conta de que o coração não é meramente uma bomba mecânica, mas um sofisticado sistema para receber e processar informações. 
De fato, o coração envia mais mensagens ao cérebro que o cérebro envia ao coração!
Como disse o filósofo francês Blaise Pascal:-
- “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.
Estados emocionais negativos, como raiva ou frustrações, geram ondas eletromagnéticas totalmente caóticas do coração, como se estivéssemos pisando no acelerador e no breque simultaneamente.
Esse estado de batimentos desordenados é chamado de “incoerência cardíaca” e está ligado à doença cardíaca, envelhecimento precoce, câncer e morte prematura.
Em estados de amor ou gratidão, nosso batimento cardíaco torna-se “coerente”. 
Isso diminui a secreção dos hormônios do estresse, reduz a depressão, hipertensão e insônia, melhora o sistema imune e aumenta a clareza mental.
Essa é uma das razões pelas quais tem sido provado que as emoções positivas estão associadas à boa saúde física e mental – e à longevidade. 
Essa irradiação coerente do coração – essa “chama” de genuína afeição – pode afetar pessoas a uma distância de até 5 metros!
Logo, na próxima vez em que você estiver numa situação difícil, respire profundamente, lembre-se de St. Exupéry e do Pequeno Príncipe e irradie a energia de seu coração.
Como o Pequeno Príncipe nos lembrou, “somente com o coração podemos ver com clareza”.

O SORRISO 


Copiado do Blog:-
- http://mariacruzbelem.blogspot.com.br/
 

domingo, 2 de junho de 2013

Benefício


 
Benefício

Ante a causa do bem,
Não temas empecilhos.

Pelo mal faze o bem
E ajuda sem prender-te.

Poder auxiliar
É um prêmio que reténs.

Não peças gratidão
A quem beneficies.

A árvore não come
Os frutos que produz.

Se já queres servir,
Rende graças a Deus.


Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Livro:- "Recanto de Paz" 

Conserva o Modelo



Stanford Campus - EUA

Conserva o Modelo


"Conserva o modelo das sãs palavras."

- Paulo (II Timoteo,1:13.)

Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço direto de teu coração na sementeira do bem.

O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa recompensa, mas o sorriso amigo é uma benção para a eternidade.

Envia mensageiros ao socorro fraternal, contudo não deixes , pelo menos uma vez por outra, de visitar o irmão doente e ouvi-lo em pessoa.

A expedição de auxilio é uma gentileza que te angariará simpatia, no entanto, a intervenção direta no amparo ao necessitado conferir-te-á preparação espiritual à frente das próprias lutas.

Sobe à tribuna e ensina o caminho redentor aos semelhantes; todavia, interrompe as preleções, de vez em quando, a fim de assinalar o lamento de um companheiro na experiência humana, ainda mesmo quando se trata de um filho do desespero ou da ignorância, para que não percas o senso das proporções em tua marcha.

Cultiva as flores do jardim particular de tuas afeições mais queridas, porque sem o canteiro de experimentação, é muito difícil atender à lavoura nobre e intensiva, mas não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio dos vermes e monstros que a povoam, porquanto é imprescindível te prepares a avançar, mais tarde, dentro dela.

Nos círculos da vida, não olvides a necessidade do ensinamento gravado em ti mesmo.

Assim como não podes tomar alimento individual, através de um substituto, e nem podes aprender a lição, guardando-lhe os caracteres na memória alheia, não conseguirás comparecer, ante as Forças Supremas da Sabedoria e do Amor, com realizações e vitórias que não tenham sido vividas e conquistadas por ti mesmo.

"Conserva", pois, contigo, "o modelo das sãs palavras".

 
“Pão Nosso”
 Francisco Cândido Xavier
 Espírito Emmanuel

sábado, 1 de junho de 2013

Filhos da Luz



Filhos da Luz

Estais encarnados na Terra em momento crucial da evolução humana.
Nunca, qual ocorre hoje, o choque entre as conquistas e as realizações do intelecto fez-se tão vigoroso.

A horizontal nas realizações científicas promoveu a cultura e a civilização, mas a vertical do amor não arrancou o ser do báratro no qual se debate em agonia.

Volvestes ao proscênio das lutas humanas incendiados pela fé, que momentaneamente bruxuleia em razão da densa treva que tudo envolve e quase tudo invade.

Tendes a honra de conhecer, pela experiência e pela razão, a mensagem libertadora do amor conforme a viveram Jesus e os seus apóstolos. 

Não obstante, permaneceis irresolutos ante as atitudes a tomar, os caminhos a percorrer, as definições a assumir.
Não postergueis em demasia o momento da vossa plenitude, ensejando aos irmãos da retaguarda o pão de luz do Evangelho restaurado.

Vivei de tal forma, lúcidos e equilibrados, que a vossa existência se transforme em modelo para os que ainda não encontraram parâmetros a seguir, já que estamos distantes do Cristo, o Modelo de todos nós.

Não relacioneis queixas, nem reclamações, anotando pequenezes e guardando ressaibos tão naturais na luta do cotidiano.

Quem se detém a recolher calhaus, permanece de mãos feridas, e quem vive a buscar espículos encontra-os antes de defrontar as rosas...

Filhos da Luz:-
- Convido-vos a mudardes as paisagens tristes do planeta de tantas belezas, para que a verdadeira moral do Cristo predomine nos corações.
Conheceis Jesus, sabeis da Sua instrução, anotastes as Suas recomendações. 

Agora, falta a decisão para seguirdes acompanhados e inspirados por nós, vossos amigos desde há muito.
Sigamos juntos, na certeza de que alcançaremos a montanha da sublimação, longe da dor e das aflições, livres dos tormentos e das amarguras típicas da indecisão...

A Luz Eterna brilha.

Sois filhos da Luz!

Segui adiante, sem tergiversações, sem dubiedades, como fez o incomparável Mestre.


                                     Joanna de Ângelis

Mensagem recebida por psicofonia, pelo médium Divaldo Pereira Franco, após uma conferência em Olhão, Portugal, no Centro Espírita Luz Eterna, dia 25 de maio de 1994.


Livro “Sob a proteção de Deus”
 Divaldo Pereira Franco 
Diversos Espíritos

Mãe



Mãe...
Mãe querida.
Deus deu-lhe o maior dom, o dom da vida.
É o maior presente ao espírito, a oportunidade da encarnação.

Mãe abençoada.Seu carinho forma o indíviduo.
Sua preocupação e zelo traz a segurança.
Seu amor constroi o caminho da felicidade.

Mãe de amor.Sua força ampara.
Sua determinação fascina.
Sua perseverança fortalece a todos ao seu lado.

Mãe que chora.Seja forte e perdoe.
Agradeça e siga.
Ame e seja feliz.

De um amigo aos amigos da Fraternidade

Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos
da Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis