sábado, 24 de setembro de 2011

A missão materna nem sempre é um mar de rosas



 1. O coração materno é, na expressão de um Espírito amigo, “uma taça de amor em que a vida se manifesta no mundo”, mas grave é o ofício da verdadeira maternidade. 

“Levantam-se monumentos de progresso entre os homens e devemo-los, em grande parte, às mães abnegadas e justas, mas erguem-se penitenciárias sombrias e devemo-las, na mesma proporção, às mães indiferentes e criminosas”, assevera Sebastiana Pires, em “Luz no Lar”, cap. 3, pág. 15.
 
2. Ensina o Espiritismo que a Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles.

Entre os animais, esse amor se limita às necessidades materiais e cessa quando desnecessários se tornam os cuidados.

No homem, ele persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes, sobrevivendo mesmo à morte e acompanhando o filho até no além-túmulo.

3. Não se deduza do fato de estar o amor maternal nas leis da natureza que a missão materna seja sempre um mar de rosas, porque não o é. 

Trata-se, em verdade, de tarefa espinhosa em que a renúncia e as lágrimas fazem morada.

4. Não é difícil entender por que isso se dá. É que habitualmente renascem juntas, sob os laços da consanguinidade, pessoas que ainda não acertaram as rodas do entendimento no carro da evolução, a fim de trabalharem sobre as arestas que lhes impedem a harmonia.

Jungidos à máquina das convenções respeitáveis, no instituto familiar, caminham lado a lado, sob o aguilhão da responsabilidade e da convivência compulsória, para sanarem velhas feridas.

5. Existem pais que não toleram os filhos e mães que se voltam contra os próprios descendentes, tanto quanto há filhos que se revelam inimigos de seus genitores e irmãos que se exterminam dentro do magnetismo degenerado da antipatia congênita.

Desde cedo deve a mãe preparar seus filhos para a vida.

6. A missão materna reveste-se, portanto, de encargos sublimes, sobretudo nos lares onde Espíritos antagônicos, quando não inimigos, se encontram temporariamente unidos pelos laços do parentesco. 

A maternidade exige e desenvolve a sensibilidade, a ternura, a paciência, aumentando a capacidade de amar na mulher.

7. No ambiente doméstico, o coração maternal deve ser o expoente divino de toda a compreensão espiritual e de todos os sacrifícios pela paz da família. 

A missão materna consiste em dar sempre ao filho o amor que flui de Deus, porque antes de tudo sabemos que nossos filhos são, primeiramente, filhos de Deus.

8. Desde a infância, compete à mãe prepará-los para o trabalho e para a luta que os espera.

Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e consertando-lhe as posições mentais, porque essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida.

9. Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando necessária.

Sacrificar-se-á de todos os modos ao seu alcance pela paz dos filhos, ensinando-lhes que toda dor é respeitável, que todo trabalho edificante é divino e que todo desperdício é falta grave.

10. Ensinar-lhes-á o respeito pelo infortúnio alheio. Será ela no lar o bom conselho sem parcialidade, o estímulo ao trabalho e a fonte de harmonia para todos. 

Buscará, enfim, na piedosa mãe de Jesus o símbolo das virtudes cristãs.


"A família é o núcleo de maior importância na sociedade."

11. Com relação ao amor filial, é imperioso lembrar que o mandamento “Honrai vosso pai e vossa mãe” é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao próximo, conquanto o termo “honrai” encerre um dever a mais – o da piedade filial.

Honrar pai e mãe não consiste apenas em respeitá-los, mas também assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes repouso na velhice, cercá-los de cuidados tal como fizeram eles com os filhos durante a infância.

12. Duas causas determinam basicamente a ingratidão dos filhos para com os pais: umas se devem às imperfeições dos filhos; outras resultam de falhas cometidas pelos próprios pais.

Com efeito, muitos pais, despreparados para o ministério familial, cometem erros graves que podem influir consideravelmente no comportamento da prole, que então, conforme o seu caráter, se rebela contra aqueles, crucificando-os nas traves ásperas da ingratidão.

13. Muitos genitores imaturos, que transitam no corpo açulados pelo tormento dos prazeres incessantes, respondem pelo desequilíbrio e desajuste da prole, na desenfreada competição da moderna sociedade.

14. Há, no entanto, filhos que receberam dos pais as mais prolíferas demonstrações de sacrifício e carinho, aspirando a um clima de paz, de saúde moral, de equilíbrio doméstico, nutridos pelo amor sem fraude e pela abnegação sem fingimentos, e mesmo assim revelam-se frios, exigentes e ingratos.

15. Apesar disso, o lar – santuário dos pais, escola dos filhos, oficina de experiências – é a mola mestra que aciona a Humanidade, e a família, indiscutivelmente, o núcleo de maior importância no organismo.




O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, questão 890.

O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, cap. XIV, item 3. 

- O Consolador, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, questão 189. 

- Após a Tempestade, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P. Franco, pp. 32 e 33. 

- Terapêutica de Emergência, por Espíritos diversos, psicografado por Divaldo P. Franco, p. 58.

- Luz Viva, de Joanna de Ângelis e Marco Prisco, psicografado por Divaldo P. Franco, p. 55.

- Luz no Lar, por Espíritos diversos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, cap. 3 e 5. 

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Benção da Amizade


"BÊNÇÃO DA AMIZADE"


Que Deus te dê:-
 
- para cada tempestade, um arco-íris;


- para cada lágrima, um sorriso;


- para cada cuidado, uma promessa;


- uma bênção para cada provação.


Que para cada problema…


- a vida te traga alguém fiel com quem dividi-lo.


- Para cada olhar, uma doce canção.


- E uma resposta para cada oração.

 
"FELIZ DIA DO AMIGO!!!"

Amigo é aquele que te entende, compreende e sabe tudo o que se passa com você através do olhar apenas.

Ser amigo é estar presente mesmo estando distante.

É lutar pelo outro, é ser o consolo necessário nos momentos difíceis. 

É aquele que corrige e as vezes não concorda com o outro, porém, não desiste e não o abandona.

"A amizade supera  barreiras."

Amizade é doação, é ser abrigo, é ser fiel, é ser um tesouro!

A amizade consiste em amar.


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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dos Animais aos Meninos


"Somos imensa classe de servidores da Natureza e criaturas igualmente de Deus."

"Dos Animais aos Meninos"

Neio Lúcio


Meu pequeno amigo:-

- Ouça!

Não nos faça mal, nem nos suponha seus adversários.

Somos imensa classe de servidores da Natureza e criaturas igualmente de Deus.

Cuidamos da sementeira para que lhe não falte o pão, ainda que muitos de nosa família, por ignorância, ataquem os grelos tenros da verdura e das árvores, devorando germes e flores. 

Somos nós, porém, que, na maioria das vezes, garantimos o adubo às plantações e defendemo-las contra os companheiros daninhos.

Se você perseguir-nos, sem consideração por nossas fraquezas, quem lhe suprirá o lar de leite e ovos?

Não temos paz em nossas furnas e ninhos, obrigados que estamos a socorrer as necessidades dos homens.

Você já notou o pastor, orientando-nos cuidadosamente? 

Julgávamo-lo, noutro tempo, um protetor incondicional que nos salvava do perigo por amor e lambíamo-lhe as mãos, reconhecidamente.

Descobrimos, afinal, que sempre nos guiava, ao fim de algum tempo, até o matadouro, entregando-nos a impiedosos carrascos.

Às vezes, conseguíamos escapar por momentos, tornando até ele, suplicando ajuda, e víamos desiludidos que ele mesmo auxiliava o verdugo a enterrar-nos o cutelo pela garganta a dentro.

A princípio, revoltamos-nos.

Comreendemos, depois, que os homens exigiam nossa carne e resignamo-nos, esprando no Supremo Criador que tudo vê.

As donas-de-casa que comumente nos chamam, gentis, através de currais, pocilgas e galinheiros, conquistam-nos a amizade e a confiança, para, em seguida, nos decretarem a morte, arrastando-nos espantados e semivivos à água fervente.

Não nos rebelamos.

Sabemos que há um Pai bondoso e justo, observando-nos, decerto, os padecimentos e humilhações, apreciando-nos os sacrfícios.

De qualquer modo, todavia, estamos inseguros em toda parte.

Ignoramos se hoje mesmo seremos compelidos a abandonar nossos filhinhos em lágrimas ou a separar-nos dos pais queridos, a fim de atendermos à refeição de alguém.

Por que motivo, então, se lembrará você de apedrejar-nos sem piedade?

Não nos maltrate, bom amigo.

Ajude-nos a produzir para o bem.

Você ainda é pequeno e, por isto mesmo, ainda não pode haver adquirido o gosto de matar.

Não é justo, assim, colocamo-nos de mãos postas, ante seu olhar bondoso, esperando de seu coração aquele amor sublime que Jesus nos ensinou.


Do livro "Antologia da Criança" 
Espírito Neio Lúcio, Francisco Cândido Xavier,
Autores Diversos
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:-
http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html



"A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida.

Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação , de onde se pudesse ver melhor todas as coisas:-

- com mais generosidade,

- mais otimismo,

- mais respeito,

- mais silêncio,

- mais prazer.

Mais senso da própria dignidade, não importando:-

- idade,

- dinheiro,

- cor,

- posição, 

- crença.

Não importando nada."



Lya Luft



terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Sonho








"O Sonho"




Sonhe com aquilo que você quer ser,porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.

Dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana.

E esperança suficiente para fazê-la feliz. 

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam.
 
Para aqueles que buscam e tentam sempre.

E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passaram por suas vidas.









Filhos do Coração

"Filhos do Coração"

Era uma noite como outra qualquer.
 

A Luena estava sentada no chão a folhear o álbum de família.

Os irmãos brincavam na sala com o Rafa e o Manecas, o cão e o gato lá de casa que, sendo os melhores amigos, às vezes pareciam os piores inimigos.


De repente, o silêncio foi interrompido pela curiosidade de uma menina de cinco anos.

— Mãe… como é que eu nasci? 

Porque é que não há fotografias minhas em bebé aqui no álbum?


A mãe percebeu que aquela, afinal, ia ser uma noite muito especial.

Levantou-se do sofá e foi sentar-se ao lado da filha.


— Vou contar-te a história mais bonita do mundo e a mais especial, porque é a tua história.

Sabes como nascem os bebes?


— Nascem de repolhos grandes! — exclamou o Manuel.


— Não é nada… chegam no bico das cegonhas! — contrapôs o Jorge.


Maria desatou a rir e avançou com a sabedoria de quem acredita que domina o mundo do alto dos seus dez anos:-

— Os bebés nascem das barrigas das mães! 

O pai põe uma sementinha num ovo que a mãe tem dentro da barriga e, depois, a barriga começa a crescer, a crescer, a crescer e, nove meses depois, nascem os bebés!


— Nem todos — interrompeu a mãe —, alguns filhos nascem nos corações!


Nesse momento até as certezas da Maria, a irmã mais velha, desapareceram.


Curiosos, os irmãos aproximaram-se da mãe, prontos para ouvir esta história que, como todas as histórias importantes, começa com um…


— Era uma vez… — disse o pai da Luena que acabara de entrar na sala.

— …um coração que engravidou de amor — acrescentou a mãe.


— Os corações também engravidam? — interrompeu a Luena curiosa.



— Claro que sim! 

Esse coração, tal como as barrigas das mães, cresceu tanto, tanto, tanto, que se apaixonou por uma menina cor de canela e de trancinhas no cabelo que escolheu fazer parte desta família — respondeu o pai emocionado.


— Sabes Luena… há várias maneiras de criar uma família, mas o importante é o amor que une as pessoas dessa família, porque as famílias são para sempre — concluiu a mãe.


— Mesmo quando se zangam? — perguntou o Manuel.


— Claro… não vês que, apesar de se zangarem, o Rafa e o Manecas adoram-se e não conseguem viver um sem o outro? — lembrou a mãe.


A Luena ouvia em silêncio com muita atenção mas, quanto mais lhe explicavam, menos conseguia entender.

Pegou na mão da mãe, obrigando-a a fixar o olhar no seu, que suplicava por mais esclarecimentos.


— Então como é que eu cheguei ao teu coração grávido, mãe?


— Já vais perceber… mas, o mais importante é que estás cá dentro, no nosso coração, como todos os teus irmãos.


Pelo olhar perdido da Luena, todos conseguiram imaginar a confusão que reinava na sua cabeça. 

O pai avançou com mais explicações:-

— Sabes Luena, existem muitos lugares no mundo onde os pais não têm condições para criar os filhos…


— …e, por isso, têm que deixá-los em instituições como aquela no Gana, em África, onde nós te vimos pela primeira vez — acrescentou a mãe.


— E nesses lugares existem muitos meninos como eu, mamã? — perguntou a Luena.


A resposta chegou pela mão da irmã mais velha, a quem os dez anos davam direito legítimo a uma resposta sempre na ponta da língua:-

— Espalhados pelo mundo, existem meninos de todas as raças e cores que precisam de pais, porque os seus pais da barriga não puderam cuidar deles como eles mereciam.


«Raças» era uma palavra difícil para os irmãos mais novos. 
O Manuel sabia que era preciso perguntar para conseguir aprender e, por isso, não hesitou:-


— O que são raças, papá?


— Raças são características diferentes dos meninos que nascem em todas as partes do mundo: em Portugal, no Gana, na China…


À Luena nunca lhe tinha ocorrido perguntar porque é que a sua cor de pele era diferente da dos seus irmãos… afinal somos todos diferentes uns dos outros!

Há crianças gordas, magras, altas, baixas, meninos de olhos azuis e outros de olhos castanhos.

A cor da sua pele fora sempre aquela, portanto era uma característica sua.


Ela também sabe que o que é realmente importante sente-se com o coração.

E o seu coração traquina dizia-lhe que o importante é o amor que une as famílias e o sentimento de segurança que os filhos têm junto dos pais.


— Ao ver-te pela primeira vez, o nosso coração cresceu tanto, tanto, tanto, que se apaixonou e, desde esse momento, a nossa vida deixou de fazer sentido sem ti — revelou a mãe com ternura.


A Luena ficou em silêncio a saborear o olhar apaixonado dos pais e a pensar em todas as crianças que não têm uma família.


Imaginou os meninos que não pertencem a ninguém e que adormecem à noite sem ter os pais ao seu lado para lhes contarem uma história.

Imaginou como deve ser difícil não receber um beijo da mãe todas as manhãs. 

Imaginou como se devem sentir sozinhas as crianças que estão à espera de conhecer os seus pais do coração…


Espontaneamente correu e abraçou os seus pais com toda a força que conseguiu, numa tentativa desesperada de lhes fazer sentir todo o amor que tem por eles.


— Que bom que é ter uma família! — exclamou feliz.


E a sabedoria dos dez anos da Maria traduziu-se numa verdade simples que, no coração, todos sentem como uma certeza:-


— Luena… a nossa família não seria a mesma sem ti…


— É verdade Luena, estamos muito felizes por termos uma irmã como tu — acrescentou o Jorge.


— Papá, e o que acontece às outras crianças que ainda não tem uma família? — perguntou o Manuel.


— Estão à espera de encontrar corações apaixonados que engravidem de amor e consigam formar uma família como a nossa — explicou o pai.


— Sabem que às vezes isso acontece muito depressa, mas outras, demora mais tempo. 

Porém o mais importante é que, no final de tudo, encontrem uma família… e de certeza que isso acaba por suceder! — concluiu a mãe.


A Luena ficou tranquila com as palavras da mãe em relação aos outros meninos que ainda se encontram a viver em instituições.

Contudo, uma dúvida insistia em formar a covinha que aparecia na sua bochecha esquerda sempre que algo a preocupava:-


— Mamã… mas como é que esses pais que engravidam do coração conseguem escolher uns meninos e deixar lá outros?


— Na verdade, filhota — explicou a mãe orgulhosa da sensibilidade da filha —, esses pais não escolhem os filhos… mesmo que não percebam, eles é que são os escolhidos.

Um coração só engravida quando se apaixona, por isso é que pouco importa se os filhos nascem da barriga das mães ou dos seus corações. 

O amor só pode ser um laço natural… porque ninguém nos pode obrigar a amar!


— Tu, por exemplo, — continuou o pai – escolheste-nos no dia em que te conhecemos e, depois de nos conquistares, deixaste-nos amar-te. 

As fotografias que te faltam aí no álbum não são importantes, porque a nossa história de amor começou mais tarde, e nem todas as histórias de amor tem de começar numa maternidade.


— Se pensares bem, filhota — acrescentou a mãe —, não há fotografias de todos os momentos felizes que passámos juntos, porque alguns desses momentos guardámo-los cá dentro do coração, que é o melhor álbum da nossa vida!


O Manuel e o Jorge começavam a dar os primeiros sinais de cansaço com um bocejo traiçoeiro. 

A Maria, a quem a vida naquela noite até tinha conseguido ensinar qualquer coisa nova, foi contagiada e abriu a boca, denunciando a chegada da hora de dormir.


— Meninos, vamos para a cama!

Hoje já ouviram uma linda história, que vos deu muito em que pensar! — exclamou o pai divertido.


A mãe levantou-se e distribuiu as crianças pelos quartos, ao ritmo de mimos e beijos de boas-noites. 

Quando chegou perto da cama da Luena reparou que a covinha da bochecha voltara a ficar visível.


— Mamã… ainda existem muitas famílias à espera de serem escolhidas por essas crianças? — perguntou-lhe a filha.


— Algumas, meu amor… — disse a mãe tentando tranquilizá-la — …mas não te preocupes, porque todas essas crianças vão, de certeza, escolher uma família como a nossa para serem muito felizes.


Aos poucos, a covinha foi desaparecendo.

A Luena fechou os olhos, rendendo-se a um sono descansado, e começou a sonhar com um mundo cor-de-rosa, com pinceladas de muitas outras cores alegres e vivas que pintam a realidade de uma menina traquina de cinco anos.


A mãe inclinou-se e beijou o rosto daquela filha especial, que tinha trazido um brilhante arco-íris à sua vida. 

Depois, afastou-se em silêncio e ficou a pensar que, se todas as famílias soubessem quão maravilhosas e completas se podem tornar as suas vidas quando os seus corações engravidam, de certeza que as instituições do mundo ficariam vazias de crianças e as suas casas cheias de amor.


Filhos do Coração
A adoção explicada a pais e filhos

Lisboa, Bertrand Editora Lda., 2007

Alexandra Borges; Luís Figo; Ana Cardoso


No More Boleros - Gerard Joling vídeo

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dias Atarefados

"Dias Atarefados"


O que você vai fazer?

Vai ler alguns livros?

Vai colorir desenhos ou vai brincar com seus amigos?

Há tantas coisas para fazer que, muitas vezes, fica até difícil escolher.

É importante brincar.

É importante ajudar as pessoas.

É  importante aprender.

É importante descansar.

E o mais importante é:-  
- ler a Bíblia e aprender a falar com Deus. 


Autora:- Crystal Bowman
http://groups.google.com/group/castelinhodossonhos


Viver com Serenidade



"VIVER COM SERENIDADE"


No tumulto, que ruge desenfreado, precata-te na serenidade.

Ante o clamor das mil vozes da anarquia, que engrossa as fileiras da alucinação, mantém-te em serenidade.

Sob as tempestades da dor generalizada ou a coerção de aflições que pressionam, preserva a serenidade.

No meio do vozerio, que reclama e blasfema sob falso fundamento de justiça ou não, vive com serenidade.

Na conjuntura de expectativas malsãs, ante o desalinho que se faz lugar comum, insiste na serenidade.

Porque todos se descontrolem, ameaçando a harmonia geral, não percas a serenidade.

Serenidade em qualquer situação.

Serenidade com Deus.

Certamente não é fácil uma atitude pacifista quando se enfrenta a agressão asselvajada.

Sem dúvida é um desafio sustentar o equilíbrio sob o açodar da violência primitiva.

Ninguém nega a dificuldade em permanecer com nobreza em meio às viciações que grassam, dominadores.

Quem, no entanto, conhece Jesus, tem um compromisso com a serenidade de que Ele deu mostras em todos os transes da Sua vida.

A identificação com o Mestre impõe a consciência do discernimento em meio à malversação dos valores que se desatinam, em desconcerto.

A afinidade com o Cristo reveste o indivíduo de fortaleza moral para permanecer no posto fiel da paz.

Ninguém se justifique em face das armadilhas em que tomba.

Ninguém se escuse do esforço que deve envidar, preservando a
integridade.

Ninguém procure desculpas para tombar no redemoinho das paixões dissolventes.

Os mecanismos de evasão fazem-se uma atitude cômoda, amolentada, diante das dissonantes composturas morais que se estabelecem na Terra com o beneplácito dos cristãos...

A serenidade em tudo, caracteriza o amadurecimento do Espírito na forja dos testemunhos, disposto, realmente, a atingir o ponto final da sua difícil trajetória.

Só uma decisão finalista e argamassada no desejo honesto de:-

-não cair, 

-de não desistir, 

-de não asselvajar-se,

leva o homem ao planalto da serenidade, em que o Mestre aguarda todos quantos se candidatam ao Reino.

Considerando a gravidade do momento que se vive no planeta angustiado, a serenidade é uma eficiente medicação de emergência para evitar o contágio dos males que predominam nos corações.

Com ela, todos teremos forças para os cometimentos elevados que a vida nos propõe em forma de testes para o nosso aprimoramento íntimo. 

E quando esta serenidade parecer desequilibrar-se, busca a oração que imana o homem ao Senhor numa sublime osmose, e absorverás o fluido pacificador que verte do Pai, recompondo-te, para prosseguir.

De “Receitas de Paz”, 
de Divaldo P. Franco, Joanna de Ângelis

domingo, 18 de setembro de 2011

Jesus...Um Anjo de Luz


"Jesus… Um anjo de luz"

Amigo Jesus…
Meu anjo de luz…
Minha alma quando em ti pensa… 

Sempre alcança paz e esperança

A felicidade aos poucos me contagia…

Me libertando da tristeza e horas vazias…

A solidão, aos poucos abandona o meu coração…

Meus dias se transformam na mais perfeita sintonia..

Preciso contigo ficar… 

Seja aqui, ou em qulaquer lugar..

De ti, eu não quero mais me afastar… 

Tua companhia é a minha maior alegria…

Com todas as dificuldade que eu encontro… 

Contigo, eu sempre soluciono…

Medos e incertezas, eu já não tenho mais….. 

Pela porta da segurança, contigo, eu quero entrar..

Obrigada senhor jesus…

Que para nos mostrar que  tudo é possivel perdoar…

Tu nasceste para nos ensinar.


Dothy

Amizade

 
"Amizade"


A amizade é o mais belo afluente do amor, ela ajuda a resolver, com paciência, as complicadas equações da convivência humana.

A amizade é tão forte quanto o amor, ela o educa, sinalizando o caminho da coerência, apontando as veredas da justiça controlando os excessos da paixão.

A amizade é um forte elo que une pessoas na corrente do querer.

Amizade é cola divina, cola demais, pode doer.

A amizade tem muito mais juízo que o amor, quando ele se esgota e cisma de ir embora, ela se propõe a ficar vigiando o sentimento que sobrou.

Ivone Boechat

Bom Diaaaaaaaa...

"Com certeza estamos entrando em mais um dia de luta e superações, com muita fé e certeza do  caminho a seguir."


Bjussss

sábado, 17 de setembro de 2011

Liberdade

"Liberdade"

"Deveríamos ser como borboletas, e ter a coragem de enfrentar a metamorfose da vida, para sermos livres."

Patty Vicensotti